Terapia política. Introspecção psicossocial. Análise simbólica.

15 maio 2006

[290] Poesia do mundo: no "Dia das Mães" (Brasil)

Ocupa o centro, como um candelabro;
e a luz que nela se acende transmite-se
ao corpo, que brilha como oculto
diadema.

Vi-a, uma noite, sob o clarão
imenso do horizonte; desde então
apanho os fragmentos da sua imagem,
e colo-os de memória.

O seu rosto, porém, mantém-se
intacto sob as ramagens do tempo,
enquanto afasto folhas e flores para
o olhar num puro instante.

Que ela seja o alfa e o ómega
de todos os que sofrem de solidão;
e o seu ventre fecunde a terra
estéril da ausência.

(Nuno Júdice, "Mulher", A a Z, 14-5-2006)

Sem comentários:

Arquivo do blogue

Seguidores