Terapia política. Introspecção psicossocial. Análise simbólica.

31 outubro 2010

[1265] E, de repente, algo positivo!

O processo negocial de aprovação, na generalidade, da proposta de OE 2011 não nos deixa muito tranquilos, nem quanto ao processo em si mesmo nem quanto à sua execução.
Mas permitiu ter uma surpresa muito agradável: Carlos Moedas.

[1264] A militância cega, surda e muda

«(...) o bruxo Medina Carreira tinha de andar mais 20 anos a dizer aquilo que não fez quando foi Ministro das Finanças.»
(Luís Novaes Tito, "Podia Portugal sobreviver sem esta gente?", A Barbearia do Senhor Luís, 29-10-2010)
*
A alfinetada em Medina Carreira é duplamente injusta.
Em primeiro lugar, ser ministro em 1975, saídos de um modelo político e económico totalmente diferente, não tem comparação possível com o ser ministro em 2005. E, além do mais, estamos a falar de 30 (!) anos. Só o factor tempo torna tudo incomparável.
Em segundo lugar, Medina Carreira, pela sua colocação histórica e ideológica, revela [nas] suas intervenções uma coragem que, hoje, poucos militantes ou adeptos socialistas assumem: é a de, para bem do partido a que pertencem e do amor a Portugal que deverão [sentir], correr com quem está a destruir a matriz desse partido e a causar danos profundos ao nosso país.
(Núncio, idem)

[1263] African fate

África, esse continente abandonado à sua sorte, que não tem sido muita... A Europa tentou formar agentes políticos, diplomáticos e financeiros, mas não se consegue replicar o mesmo modelo em contextos sociais, culturais e históricos diversos. Por vezes, o resultado é perverso!

29 outubro 2010

[1262] "É preciso ter topete!"

«Responsabilidade é coisa que não têm o partido que está, quase ininterruptamente, há 15 anos à frente do poder executivo e chega inimputável a 2010; o governador do Banco de Portugal que, militante desse partido, esteve quase 10 anos no cargo e nada auditou nem sancionou; o poeta Alegre que foi deputado durante quase 30 anos e cujo trabalho parlamentar é praticamente desconhecido...
Cavaco, esse algarvio de classe média que não escreve poesia, que não passeia em cima de tartarugas, que não frequenta a Cinemateca, ainda se atreve a recandidatar-se a um lugar que deveria ser privativo de militantes daquele mesmo partido!»
(Núncio, comentário a "O exercício da desresponsabilização", Barbearia do Senhor Luís, 27-10-2010)

24 outubro 2010

[1261] Boys and girls, aprendam!

- Quando fico com raiva, fico. Digo na cara das pessoas o que acho. Eu não seria uma boa ministra. Sou uma boa assessora.
- Porque diz o que pensa.
- Isso. O que é importante. Alguém que não fica puxando o saco do chefe. Eu não puxo saco de ninguém.
(Maria da Conceição Tavares, “Lula é um génio do povo”, Público on line, 24-10-2010)

17 outubro 2010

09 outubro 2010

[1258] Requisito de admissão: o amor a Portugal

O dia há-de nascer
Rasgar a escuridão
Fazer o sonho amanhecer
Ao som da canção
E então:
O amor há-de vencer
A alma libertar
Mil fogos ardem sem se ver
Na luz do nosso olhar
Na luz do nosso olhar
Um dia há-de se ouvir
O cântico final
Porque afinal falta cumprir
O amor a Portugal
O amor a Portugal!

07 outubro 2010

[1257] As palavras dos outros (94): "mañana siempre es tarde"

Se as medidas de austeridade já vêm tarde, muito tarde (como diz, bem, Teodora Cardoso), é porque deveriam ter vindo cedo, muito mais cedo. Seguramente, a campanha eleitoral de há um ano teria sido o momento oportuno para as discutir e, a seguir, implementar.
Daí que, por muita competência e seriedade que reconheça a Teodora Cardoso, entenda que, tal como de muitos outros (Jorge Sampaio, Vítor Constâncio, Silva Lopes, Eduardo Catroga, Ernâni Lopes, etc.), houve falta de coragem, sobretudo cívica, para falarem no momento em que poderiam ter evitado um resultado eleitoral que, para mim, é o mais perverso para o interesse nacional desde 1974!

[1256] Citações do mundo: à espera das salvadoras

«A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem: a indignação ensina-nos a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las.»
(Santo Agostinho, séc. IV d.C.)

[1255] Serviço público (43): não são iguais, fraternos e livres?

«Fim da atribuição, antes dos 65 anos, das pensões de reforma aos detentores de cargos públicos e políticos, bem como da sua acumulação» - subscreva a petição em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N3117

[1254] E agora?

Não sei se [o Luís M. Jorge] estava irritado ou não, mas sei que é um grito que muita gente já deveria ter dado, a começar por mim. A nossa geração (calculo que seremos ambos da geração que começou a escolarizar-se após 1974 e que viveu a adolescência/juventude em pleno Cavaquismo) conformou-se, estranhamente, com a perda gradual, inexorável, de dignidade e referências. Chegou a tecer loas a “putas e cabrões” sem perceber bem que estava a ser fo… lixado.
(Núncio, comentário a "Os anos dourados", vida breve, 3-10-2010)

[1253] In memoriam: a Professora diplomata

Conheci a Prof. Paula Escarameia nos anos 90, quando fui seu aluno de Mestrado. De uma simplicidade desconcertante, um sorriso contagiante e uma sabedoria flamejante, deixa muitas saudades. Não sei se à Academia e às elites, mas seguramente a todos aqueles para quem a riqueza de ensinar e aprender é maior do que qualquer condecoração ou prebenda.
A minha homenagem a uma mulher para quem a carreira foi instrumental de verdadeiro serviço público, discreto, mas excepcional.

[1252] Portugal é mais do que futebol (65): a patinar também somos bons

Diogo Silva conquista bronze

[1251] Vox lectori (2): cem anos republicanos

Terminou, no dia 5 de Outubro como se impunha, a consulta sobre as festividades da época. Responderam 63 leitores à pergunta "No centenário da República, quais os seus três maiores símbolos?". Eis os resultados (sem garantias de representatividade do que quer que seja):
1. Corrupção .............. 41,2 %
2. Democracia ............ 34,9
3. Integração europeia .. 33,3
4. Desenvolvimento ..... 25,4
5. Estado Novo ........... 22,2
6. Benfica ................. 20,6
7. Maçonaria ............. 19,0
8. Emigração ............. 15,9
9. Fátima ................. 11,1
10. Fado .................. 11,1
11. MFA ................... 6,4
12. Legislação laboral ... 6,4
Afinal, parece que os 3 F (Fátima, Fado e Futebol) já não deixam marca e nem a velha República (a segunda) e os seus refundadores de 25-4-1974 deixam saudades. O que é assinalável é a democracia e, paradoxalmente, o seu cancro (a corrupção)!

04 outubro 2010

[1250] Corruptos, nós?!

Do you think corruption is an issue in the legal profession in your jurisdiction? (Acha que a corrupção é um problema nas profissões jurídicas no seu Estado?)
Yes (Sim):
Pakistan - 100%
Colombia - 90%
Russia - 84%
Portugal - 67%
Brazil - 58%
United Arab Emirates - 45%
Spain - 26%
Malta - 24%
Chile - 12%
Hong Kong - 4%.
(Relatório "Risks and threats of corruption and the legal profession", 2010, p. 10: programa "Anti-Corruption Strategy for the Legal Profession", parceria da International Bar Association, da OCDE e do United Nations Office on Drugs and Crime)

[1249] As palavras dos outros (93): quem pode oferecer o mesmo que deixe o contacto na caixa de comentários

«Ofereço a minha biografia, meu jeito de ser e minha vida limpa.»
(José Serra, candidato a Presidente do Brasil, no discurso de lançamento da 2.ª volta eleitoral)

01 outubro 2010

[1248] As palavras dos outros (92): pecado capital

«Ao ver aquela triste imagem e a forma como as televisões conseguem transformar a tristeza em entretenimento, não consigo deixar de sentir que esta é a "beleza" do Capitalismo: tudo se vende, até as pequenas desgraças quotidianas de quem não consegue comprar o que se vende.
Houve um tempo em que gente corajosa se juntava para lutar por uma vida melhor e combater quem os queria na miséria. E ainda há muitos que não desistiram. Mas a televisão conseguiu de uma forma extraordinariamente eficaz o que o séculos de repressão nem sonharam: pôr a maioria a entreter-se com a sua própria desgraça.»
(Daniel Oliveira, "A caixa que adormeceu o mundo", Antes Pelo Contrário, Expresso on line, 1-10-2010)
*
«Sobre o espectáculo da TVI, tem toda a razão: é degradante. Sinal de tempos surrealistas, em que a “compostura” foi banida. (...) a discrição, o recato são sinais de fraqueza; o atrevimento, a ousadia e o despautério, são premiados em todos os níveis da Sociedade.»
(leitor CM84, idem)

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