Terapia política. Introspecção psicossocial. Análise simbólica.

23 maio 2011

[1360] Dez debates, duas palavras (+ Vox lectori 4)

Terminada a pré-campanha e iniciada a campanha eleitoral oficial, faz-se aqui e agora um rápido balanço dos debates televisivos entre os cinco líderes dos partidos parlamentares. 
Valorizaram-se, de 1 a 5 pontos, os seguintes critérios (e que constituem uma ligeira afinação dos das eleições legislativas de 2009) - clareza da expressão, qualidade das propostas, capacidade argumentativa e preparação (técnica):
1. Paulo Portas ................... 4 / 2 / 4 / 3 (13 val.)
2. Passos Coelho ................. 3 / 4 / 3 / 3 (13 val.)
3. Francisco Louçã ............... 2 / 4 / 3 / 3 (12 val.)
4. José Sócrates .................. 3 / 2 / 4 / 2 (11 val.)
5. Jerónimo de Sousa ............ 3 / 3 / 2 / 2 (10 val.)
*
ADENDA (3-6-2011) - Vox lectori (4): 
Após os debates televisivos e a campanha eleitoral, apuraram-se os votos dos nossos 19 leitores que deixaram a sua opinião sobre a melhor solução governativa após 5-6-2011. Eis os resultados (sem base científica, dado que a amostragem não cumpre certamente os requisitos da representatividade):
1. Um governo de salvação nacional (26,3%)
2. Um governo do PSD com o PS e o CDS (21%)
3. Um governo do PSD com o CDS (15,7%)
4. Um governo do PS liderado por Sócrates (15,7%)
5. Um governo do PS com outro líder (10,5 %)
6. Um governo do PS com o PSD (5,2%)
7. Um governo do PS com a CDU e o BE (5,2%)
As restantes três alternativas (um governo do PSD liderado por Passos Coelho ou com outro líder e um governo do PSD com o PS não tiveram apoio). Em resumo, constata-se que apenas 26,2% dos nossos leitores prefere um governo de um só partido (com ou sem Sócrates) e que 36,7% deseja o PSD na coligação governativa. Um novo bloco central só recolhe 5,2% de preferências. 

[1359] Chorarei até que os olhos me doam

Ao ver estas imagens (não as tinha visto no noticiário televisivo e agradeço a cortesia do blogue), apeteceu-me chorar. De compaixão por todas essas pessoas carentes de um lanche. De profunda tristeza pelo estado de degradação moral a que Portugal está a chegar. De raiva pelo estado de impotência que parece ter tomado conta deste povo...
(Núncio, comentário a "Uma vergonha", Cachimbo de Magritte, 23-5-2011)

10 maio 2011

[1357] Mudar ou afundar?

«As escolhas do PSD são, sem margem para dúvidas, corajosas. Pedro Passos Coelho rompe com a tradicional regra de prometer mundos e fundos em campanha eleitoral para depois, quando o poder está ganho, tirar muito mais que esses mundos e fundos. Pedro Passos Coelho oferece aos eleitores a realidade sem disfarces e antecipa um futuro de dificuldades.
O contraste com José Sócrates é total. O primeiro-ministro não esperou pelo memorando de entendimento para apresentar o programa eleitoral do PS e nas entrelinhas desvaloriza tudo o que antecipe a mínima dificuldade para o país. José Sócrates não promete mas omite as dificuldades.»
(Helena Garrido, "PSD, verdade e consequência", Jornal de Negócios on line, 9-5-2011)

[1356] Isto é bom, mas não é para mim...

A gestão por objectivos está em execução na Administração Pública, nas carreiras gerais, desde 2004. Teve sempre os aplausos de muitos, porque era injusto que os funcionários públicos fossem promovidos automaticamente, quer fossem bons, quer fossem maus. Tinham de ser avaliados.
Anos depois, a guerra foi aberta com as carreiras especiais, como a dos professores.
Agora que parece chegar aos magistrados ("Provedor considera modelo de gestão por objectivos «muito complicado»") é que começam a levantar-se vozes como a do Provedor de Justiça, Juiz Conselheiro Alfredo José de Sousa.
Mas o modelo não era tão bom (para os outros)?!

07 maio 2011

[1354] LFV e JS: separados à nascença

O Benfica é como o Governo: gastador, mas ineficaz. Muita basófia, pouca humildade. Vivem ambos na sombra de um só homem. Não há equipa e não há organização. Nem o marketing os salva!

[1353] Late evening joke: futríssimo!

«O Futre, depois da derrota eleitoral, vendeu o projecto do Sporting ao Benfica. Em consequência, o clube encarnado já contratou os três melhores jogadores do campeonato chinês: Xauliga, Xaujamor e Xaudublin.»
(cortesia do leitor "jfaria")

03 maio 2011

[1351] Falta a seriedade das peixeiras no debate político

Sobre peixeiradas e lateralidades não vou pronunciar-me.
Apenas gostaria de contribuir para a discussão democrática (que se quer elevada) com três notas:
1. Surpreende-me que se confunda "programa eleitoral" com "programa de Governo", sobretudo tratando-se de uma especialista na matéria.
2. Confunde-me que se argumente que esta é a maior crise internacional depois de uma série de eventos, a gosto (da crise do petróleo de 1973, da 2.ª Guerra Mundial, da Grande Depressão de 1929, etc.) e não se explique por que é que, sendo tão severa, "só" três Estados tiveram necessidade de um resgaste financeiro, se estima que Portugal seja o único Estado da UE (e da OCDE) a ter crescimento negativo pelo menos em 2011/12 e seja também Portugal o Estado da UE que menos cresce (e mais divergiu da média europeia), desde há, seguramente 10 anos (muito antes, portanto, da crise do "subprime").
3. Choca-me que as vozes que agora pedem clemência na avaliação do Executivo por não ter atingido os objectivos do seu "programa de Governo" (agora sim) - dado que eram impossíveis de alcançar, não por erros políticos, económicos e financeiros próprios, mas em virtude da referida crise - tenham calado a falaciosa campanha eleitoral de Setembro de 2009, toda ela feita no pressuposto de que a grave crise não tinha chegado a Portugal (o que até tinha permitido um dos maiores aumentos dos vencimentos da Função Pública nos últimos 30 anos) e tenham colaborado na humilhação pública da única pessoa que anunciou, à época, que estávamos endividados.
Certamente não é por não estarmos endividados que estamos agora a ser financeiramente resgatados.
(Núncio, comentário a "Mais do mesmo, diz uma espécie de voto nulo", Aspirina B, 28-4-2011)

[1350] Uma resposta muito simples

Não sei por onde anda nem o que o está a fazer [Teixeira dos Santos]. Sei apenas que aguardo, e comigo certamente muitos cidadãos, eleitores e contribuintes, uma explicação sua. Sobre o pedido de resgate financeiro. Sobre as humilhações que tem sofrido nas últimas semanas. Sobre as razões por que permaneceu seis anos no governo, pondo em causa a sua reputação académica e a sua honorabilidade pessoal.
(Núncio, comentário a "Uma pergunta muito simples", Delito de Opinião, 3-5-2011)

[1349] Um quadro interactivo, um computador Magalhães e um futuro vazio...

«Senti-me culpado. Muito culpado por nunca ter reparado nesta situação dramática ["Ontem, uma mãe lavada em lágrimas veio ter comigo à porta da escola. Que não tinha um tostão em casa, ela e o marido estão desempregados e, até ao fim do mês, tem 2 litros de leite e meia dúzia de batatas para dar aos dois filhos."]. Mas com 8 turmas e quase 200 alunos, como podia ter reparado?
É este o Portugal de sucesso dos nossos governantes. É este o Portugal dos nossos filhos.»
(Arnaldo Antunes, "O Diário do Professor Arnaldo – A fome nas escolas", Aventar, 19-11-2010)

02 maio 2011

[1348] Lema do Governo português

«Nunca se explique. Os seus amigos não precisam e os seus inimigos não vão acreditar».
(Autor desconhecido: cortesia da leitora "mary r rib")

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