Terapia política. Introspecção psicossocial. Análise simbólica.
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10 agosto 2015

[1437] Os pontos das pastas (VII): fim de legislatura ou fim de ciclo?

Em período estival, quase no início da campanha eleitoral, fazemos a última avaliação do (1) XIX Governo Constitucional, em funções há quatro anos, três deles em execução de um programa de assistência económico-financeira, após resgate internacional solicitado pelo XVIII Governo Constitucional. Trata-se, a final, de um balanço, sobretudo para os ministros que se mantiveram no governo durante toda a legislatura.
Os critérios e as ponderações são as de sempre:
(2) competência técnica (de 0 a 7 valores),
(3) capacidade de execução do programa (de 0 a 6),
(4) densidade do discurso político (de 0 a 4) e
(5) poder comunicacional (de 0 a 3).
A pontuação total (6) corresponde à soma dos pontos obtidos nos quatro critérios, na escala habitual (0-20 valores= 7+6+4+3).
*
(1) Ministros   /   (2) Compet.  /  (3) Execução  /  (4) Discurso  /  (5) Comun.  /  (6) Total / (7) Obs.
Paulo Macedo ....... 6.0 .............. 4.5 .............. 2.0 ........... 2.0 ............ 14.5
Aguiar Branco ....... 4.0 .............. 5.5 .............. 2.5 ........... 1.5 ............ 13.5                G
Maria Luís A. ........ 5.0 .............. 4.5 .............. 1.5 ........... 2.0 ............ 13.0         (++) G
J. Moreira da Silva.. 5.5 .............. 4.5 .............. 1.5 ........... 1.0 ............ 12.5                G
Miguel P. Maduro... 4.5 .............. 4.5 .............. 1.5 ........... 1.0 ............. 11.5
P. Passos Coelho ... 3.5 .............. 4.5 .............. 2.0 ........... 1.5 ............. 11.5         (+)  G
Assunção Cristas ... 4.5 .............. 3.5 .............. 1.0 ........... 2.0 ............. 11.0         (+)  G
Paulo Portas ........ 4.5 ............... 2.5 ............ 1.0 ............ 2.5 ............ 10.5                G  
Pires de Lima....... 3.5 ............... 3.5 ............. 1.5 ........... 2.0 ............. 10.5          (-)
Nuno Crato ......... 5.0 ............... 2.5 ............. 2.0 ........... 0.5 ............. 10.0         (--)
Paula T. da Cruz ... 4.0 ............... 3.0 ............  1.5 ..........- 0.5 ............. 09.0         (--)
Mota Soares ........ 3.5 ............... 3.0 ............. 1.0 ........... 1.5  ............ 09.0  
Marques Guedes.... 3.5 .............. 3.0 ............. 0.5 ........... 1.0 .............. 08.0               G
Rui Machete......... 3.0 .............. 4.0 ............. 0.5 ........... 0.5 ............. 08.0           (-)
Anabela Rodrigues. 2.5 ...............1.5 ............. 0.5 ........... 0.5.............. 05.0          (--)
    
       *
O campo das Observações (7) regista o balanço final: superou as (minhas) expectativas (+) ou defraudou-as (-). Se o próximo governo vier a ser composto pela actual coligação, a letra "G" significa que, a meu ver, aquele ministro tem hipóteses de continuar a fazer parte.
Em resumo, quatro avaliações bastante positivas, três medianas, três sofríveis e cinco negativas. Paulo Macedo e Aguiar Branco confirmam a avaliação segura que sempre tiveram e Maria Luís e Passos Coelho tiveram um final de legislatura claramente ascendente. As ministras da Justiça e da Administração Interna, esta com apenas uma avaliação, são, com Nuno Crato, as maiores decepções.

27 setembro 2014

[1432] Os pontos das pastas (VI): terceira (e última?) avaliação do Governo actual

Avançamos para a terceira avaliação do XIX Governo Constitucional (1), em funções há três anos (feitos em 20.06.2014). Os critérios e as ponderações são as de sempre: (2) competência técnica (de 0 a 7 val.), (3) capacidade de execução do programa (de 0 a 6), (4) densidade do discurso político (de 0 a 4) e (5) poder comunicacional (de 0 a 3).
A pontuação total (6) corresponde à soma dos pontos obtidos nos quatro critérios, na escala habitual (0-20 valores= 7+6+4+3).
*
(1) Ministros   / (2) Compet. / (3) Execução / (4) Discurso / (5) Comun. / (6) Total / (7) Obs.
Paulo Macedo .......5.5 ............... 4.5 .............2.5 .......... 1.5 ......... 14.0
Aguiar Branco ...... 4.5 ............... 5.0 ............ 2.5 .......... 1.0 ......... 13.0
J. Moreira da Silva.. 4.5 ............. 3.5 ............ 2.0 .......... 1.5 .......... 11.5
Miguel P. Maduro... 4.0 .............. 3.0 ............ 3.0 .......... 1.5 .......... 11.5      (+)
Pires de Lima....... 4.0 ............... 3.5 ............ 2.0 .......... 1.5 ......... 11.0       (+)
Paulo Portas ........ 4.0 ............... 3.0 ............ 2.0 .......... 2.0 ........  11.0        
Nuno Crato ......... 4.5 ............... 2.5 ............ 2.5 .......... 1.0 ......... 10.5       (-) (R)
Maria Luís A. ........ 4.0 ...............3.5 ............ 1.0 ...........2.0 ......... 10.5      (+)
P. Passos Coelho ... 3.5 .............. 3.5 ............ 1.5 .......... 1.5 ......... 10.0 
Paula T. da Cruz ... 3.5 ............... 3.0 ...........  2.5 .......... 1.0 ......... 10.0       (-) (R)
Assunção Cristas ... 3.0 .............. 3.0 ............ 1.5 .......... 2.0 .......... 09.5
Marques Guedes.... 3.5 .............. 3.5 ............ 1.0 .......... 1.0 .......... 09.0     
Rui Machete..........3.5 .............. 3.5 ............ 1.0 .......... 0.5 ......... 08.5
Miguel Macedo ..... 3.0 ...............3.0 ............ 1.5 .......... 1.0...........08.5
Mota Soares ........ 3.0 .............. 3.0 ............. 1.0 .......... 1.5  .........08.5       
       
*
O campo das Observações (7) regista a perspectiva, positiva (+) ou negativa (-), para a próxima avaliação ("R" significa "remodelável"), se a houver (eleições na Primavera?).
Em resumo, quatro avaliações negativas, cinco sofríveis, Paulo Macedo e Aguiar Branco continuam na cabeça do pelotão e há duas estrelas ascendentes, Poiares Maduro e Maria Luís.  Vítor Gaspar não resistiu mesmo à falta de "mundo real" e a Justiça e a Educação, pese embora tenham titulares reconhecidos, parecem não resistir à inabilidade política para reformas técnicas.

25 junho 2013

[1411] Os pontos das pastas (V): 2.ª avaliação, dois anos depois

Avançamos para a segunda avaliação do XIX Governo Constitucional, em funções há mais tempo do que se antecipava na primeira avaliação [1399] e já com uma remodelação do elenco ministerial (1). Os critérios e as ponderações são as que sempre usamos:
- (2) competência técnica (0-7 valores);
- (3) capacidade de execução (0-6 val.);
- (4) discurso político (0-4 val.); e
- (5) poder comunicacional (0-3 val.).
Por competência técnica entendemos o conhecimento que o ministro revelou ter da área tutelada e a aptidão para analisar e discutir os assuntos. A capacidade de execução aprecia o poder de concretização das políticas desenhadas e dos objectivos definidos. Os outros critérios respeitam a duas qualidades que se reputam essenciais num ministro: a densidade e consistência do discurso político (isto é, a coerência entre a "cartilha" e a praxis) e a capacidade de comunicação com os eleitores/cidadãos.
A pontuação total (6) corresponde à soma dos pontos obtidos nos quatro critérios, na escala habitual (0-20 valores).
*
(1) Ministros   / (2) Compet. / (3) Execução / (4) Discurso / (5) Comun. / (6) Total / (7) Obs.
Paulo Macedo .......5.5 ............... 5.0 .............2.5 .......... 1.0 ......... 14.0
Aguiar Branco ...... 4.0 ............... 4.5 ............ 2.5 .......... 2.0 ......... 13.0
Paulo Portas ........ 4.0 ............... 3.0 ............ 2.5 .......... 2.0 ........  11.5        
Nuno Crato ......... 5.0 ............... 3.0 ............ 2.0 .......... 1.0 ......... 11.0       (+)
Álvaro S. Pereira .. 4.0 ............... 3.5 ............ 1.5 .......... 1.5 ......... 10.5     
Paula T. da Cruz ... 4.5 ............... 2.5 ...........  1.5 .......... 1.5 ......... 10.0       (-) (R)
Assunção Cristas ... 3.5 .............. 3.0 ............ 2.0 .......... 1.5 .......... 10.0
Miguel P. Maduro... 3.5 .............. 2.5 ............ 2.5 .......... 1.5 .......... 10.0      (+)
P. Passos Coelho ... 3.0 ............... 3.5 ............ 2.5 .......... 1.0 ......... 10.0       
Mota Soares ........ 3.0 .............. 3.0 ............ 1.5 .......... 1.5  .......... 9.0       (-) (R)
Marques Guedes..... 4.0 .............. 3.0 ............ 1.0 .......... 1.0 .......... 9.0        
Vítor Gaspar ....... 4.0 ...............3.0 ............ 1.0 ........... 0.5 ......... 8.5        (R)
Miguel Macedo ..... 3.0 .............. .3.5 ............ 1.0 .......... 1.0........... 8.5       (R)
*
O campo das Observações (7) regista a perspectiva, positiva (+) ou negativa (-), para a próxima avaliação ("R" significa "remodelável").
Em resumo, mais um ministro, outras quatro avaliações negativas, duas na continuidade  (M. Soares e M. Macedo) e duas novas (inevitável Gaspar e o estreante M. Guedes). Paulo Macedo e Aguiar Branco a destacarem-se e a maioria do governo no sofrível (9 / 11). Confirmou-se a saída de Relvas, a revisão em  baixa de M. Macedo e Portas e a revisão em alta do Álvaro. Gaspar resiste à falta de "mundo real" até quando? Justiça e Segurança Social remodeláveis.

05 maio 2013

[1408] Confessionário (10): arrufos ou traições?

Imaginem um casal que, após dias de difícil negociação e ponderação, toma finalmente uma decisão relativa ao governo da casa. 
No dia e na hora combinados, o marido comunica-a, em nome dos dois, a toda a família.
Dois dias depois, a mulher pede outra reunião de família para informar dos pontos em que discorda e das diligências que vai fazer para alterar parte da decisão que tomou com o seu marido...

06 outubro 2012

[1399] Os pontos das pastas (IV): 1.ª avaliação de PPC

Em dia da celebração da República e estando o XIX Governo Constitucional em funções há 15 meses (não se sabendo hoje quantos mais estarão), faz-se aqui a avaliação da actuação dos seus ministros (1), na sequência de outras avaliações anteriores, com base nos critérios e ponderações que sempre usamos. São eles (entre parêntesis, a sub-escala a ter em conta):
- (2) competência técnica (0-7 valores);
- (3) capacidade de execução (0-6 val.);
- (4) discurso político (0-4 val.); e
- (5) poder comunicacional (0-3 val.).
Por competência técnica entendemos o conhecimento que o ministro revelou ter da área tutelada e a aptidão para analisar e discutir os assuntos. A capacidade de execução aprecia o poder de concretização das políticas desenhadas e dos objectivos definidos. Os outros critérios respeitam a duas qualidades que se reputam essenciais num ministro: a densidade e consistência do discurso político (isto é, a coerência entre a "cartilha" e a praxis) e a capacidade de comunicação com os eleitores/cidadãos.
A pontuação total (6) corresponde à soma dos pontos obtidos nos quatro critérios, na escala habitual (0-20 valores).
*
(1) Ministros   / (2) Compet. / (3) Execução / (4) Discurso / (5) Comun. / (6) Total / (7) Obs.
Paulo Macedo .......5.0 ............... 4.5 .............2.0 .......... 1.0 ......... 12.5
Aguiar Branco ...... 4.0 ............... 4.0 ............ 2.5 .......... 2.0 ......... 12.5
Paulo Portas ........ 4.0 ............... 3.5 ............ 2.5 .......... 2.0 ........  12.0        (-)
Nuno Crato ......... 5.0 ............... 3.0 ............ 2.0 .......... 1.0 ......... 11.0        (+)
Vítor Gaspar ....... 5.5 ...............3.5 ............ 1.0 ........... 0.5 ........ 10.5        (R)
P. Passos Coelho ... 3.5 ............... 3.5 ............ 1.5 .......... 2.0 ......... 10.5        (+)
Paula T. da Cruz ... 4.5 ............... 2.5 ...........  1.5 .......... 1.5 ......... 10.0
Assunção Cristas ... 3.5 .............. 3.0 ............ 2.0 .......... 1.5 .......... 10.0
Mota Soares ........ 3.0 .............. 3.5 ............ 1.5 .......... 1.5  .......... 9.5
Álvaro S. Pereira .. 4.0 ............... 2.5 ............ 1.0 .......... 1.0 .......... 8.5     (+) (R)
Miguel Macedo ..... 2.5 .............. .3.0 ............ 1.0 .......... 1.5........... 8.0     (-) (R)
Miguel Relvas ...... 2.0 ............... 2.0 ............ 1.5 .......... 2.0 .......... 7.5        (R)
*
O campo das Observações (7) regista a perspectiva, positiva (+) ou negativa (-), para a próxima avaliação ("R" significa "remodelável").
Em resumo, quatro avaliações negativas, por razões diversas. Boas perspectivas para Crato, arrumada a casa, e o primeiro-ministro, se aguentar mesmo o barco. Santos Pereira pode melhorar, se ficar, o que se duvida. Gaspar não deve resistir à falta de "mundo real". Portas parece cada vez mais distante. Relvas é um caso perdido e Miguel Macedo não tem pulso para as polícias.

[1398] Notas pessoais sobre uma remodelação anunciada

1. Não deve ser feita antes de aprovado o OE 2013. Diria que imediatamente após a 7.ª avaliação do Memorando (Fevereiro de 2013).
2. Deve dar alguma densidade política às pastas até aqui excessivamente técnicas (Finanças, Economia e Segurança Social).
3. Deve ser feito um reajustamento da orgânica do Governo. O Emprego deve ser subtraído à Economia e voltar à Segurança Social para reequilibrar estes dois ministérios. A Agricultura poderia ficar na Economia e o Mar regressar à Defesa Nacional, ficando o actual MAMAOT com o AOT (Ambiente e Ordenamento do Território). 
4. Daqui que se adivinhe a necessidade de substituir Vítor Gaspar (que daria um excelente Governador do Banco de Portugal) e Álvaro Santos Pereira (a menos que lhe seja retirada a pasta do Emprego). Bagão Félix seria um bom regresso ao Trabalho e Segurança Social e a Administração Interna precisa de um ministro mais vigoroso e respeitado.

13 junho 2011

[1363] Um governo competente, coeso, estruturante e eclético

1. Finanças: Vítor Bento (Ind.)
2. Assuntos Institucionais (PCM/Parlamento): Assunção Esteves (PSD)
3. Negócios Estrangeiros: Paulo Portas (CDS)
4. Defesa e Protecção Civil: Aguiar Branco (PSD)
5. Justiça: Paula Teixeira Pinto (PSD)
6. Administração Interna: Fernando Negrão (PSD)
7. Assuntos Sociais (Saúde, Trabalho e Segurança Social): Bagão Félix (Ind.)
8. Economia e Obras Públicas: Lobo Xavier (CDS)
9. Educação e Ciência: Nuno Crato (Ind.)
10. Agricultura, Ambiente e Ordenamento do Território: Isabel Mota (PSD)

07 maio 2011

[1354] LFV e JS: separados à nascença

O Benfica é como o Governo: gastador, mas ineficaz. Muita basófia, pouca humildade. Vivem ambos na sombra de um só homem. Não há equipa e não há organização. Nem o marketing os salva!

03 maio 2011

[1350] Uma resposta muito simples

Não sei por onde anda nem o que o está a fazer [Teixeira dos Santos]. Sei apenas que aguardo, e comigo certamente muitos cidadãos, eleitores e contribuintes, uma explicação sua. Sobre o pedido de resgate financeiro. Sobre as humilhações que tem sofrido nas últimas semanas. Sobre as razões por que permaneceu seis anos no governo, pondo em causa a sua reputação académica e a sua honorabilidade pessoal.
(Núncio, comentário a "Uma pergunta muito simples", Delito de Opinião, 3-5-2011)

02 maio 2011

[1348] Lema do Governo português

«Nunca se explique. Os seus amigos não precisam e os seus inimigos não vão acreditar».
(Autor desconhecido: cortesia da leitora "mary r rib")

23 abril 2011

[1343] Os pontos das pastas (III, JS)

Estando em gestão corrente, após a aceitação pelo Presidente da República da demissão do primeiro-ministro, é tempo de fazer a avaliação, na sequência do que fizemos há dois anos (cfr. aqui), da actuação dos ministros do XVIII Governo Constitucional (1) com base nos critérios e ponderações que sempre usamos. São eles (entre parêntesis, a sub-escala a ter em conta), a saber:
- (2) competência técnica (0-7 valores);
- (3) capacidade de execução (0-6 val.);
- (4) discurso político (0-4 val.); e
- (5) poder comunicacional (0-3 val.).
Por competência técnica entendemos o conhecimento que o ministro revelou ter da área tutelada e a aptidão para analisar e discutir os assuntos. A capacidade de execução aprecia o poder de concretização das políticas desenhadas e dos objectivos definidos. Os outros critérios respeitam a duas qualidades que se reputam essenciais num ministro: a densidade e consistência do discurso político (isto é, a coerência entre a "cartilha" e a praxis) e a capacidade de comunicação com os eleitores/cidadãos.
A pontuação total (6) corresponde à soma dos pontos obtidos nos quatro critérios, na escala habitual (0-20 valores).
*
(1) Ministros / (2) Compet. / (3) Execução / (4) Discurso / (5) Comun. / (6) Total / (7) Obs.
Luís Amado / 4.5 / 3.0 / 2.5 / 1.0 / 11.0 / + 4.0
Mariago Gago / 4.5 / 3.0 / 2.0 / 1.0 / 10.5 / - 3.0
Pedro Silva Pereira / 3.5 / 3.0 / 1.5 / 2.0 / 10.0 / + 2.0
*
António Serrano / 3.0 / 2.5 / 1.0 / 2.0 / 8.5 / - 0.5 #
Santos Silva / 4.0 / 2.0 / 1.5 / 1.0 / 8.5 / - 0.5 #
Helena André / 3.0 / 2.5 / 1.5 / 1.0 / 8.0 / - 4.0 #
Alberto Martins / 3.0 / 2.0 / 1.5 / 1.5 / 8.0 / 0.0 #
Teixeira dos Santos/ 3.5 / 1.5 / 1.0 / 1.5 / 7.5 / - 4.5


Rui Pereira / 2.5 / 2.0 / 2.0 / 1.0 / 7.5 / - 3.5
*
Ana Jorge / 2.5 / 1.5 / 1.0 / 2.0 / 7.0 / 0.0
Vieira da Silva / 3.0 / 2.0 / 1.0 / 1.0 / 7.0 / - 3.5 #
José Sócrates / 1.5 / 2.5 / 0.5 / 2.5 / 7.0 / - 4.5
Gabriela Canavilhas / 2.5 / 1.0 / 1.5 / 1.5 / 6.5 / + 0.5 #
António Mendonça / 2.5 / 2.0 / 0.5 / 1.0 / 6.0 / - 3.0 #
Jorge Lacão / 2.0 / 1.5 / 2.0 / 0.5 / 6.0 / - 1.5 #
Dulce Pássaro / 2.5 / 1.5 / 1.0 / 0.5 / 5.5 / - 3.5 #
Isabel Alçada / 1.0 / 2.0 / 1.0 / 1.5 / 5.5 / - 1.5 #
*
O campo das Observações (7) regista a diferença, positiva ou negativa, para a avaliação anterior (seja do antecessor, assinalado com #, seja do próprio, se ocupava a mesma pasta).
Em resumo, uma descida acentuada do actual gabinete governamental, face ao anterior, com apenas três avaliações positivas (note-se a subida de Luis Amado) e muitas avaliações abaixo de 8 valores. Quebras significativas do primeiro-ministro, de Teixeira dos Santos e de Helena André (neste caso, em relação a Vieira da Silva).

15 março 2011

[1337] Portugal é uma empresa e nós somos os seus accionistas!

Aos leitores que ainda conseguem ter alguma compreensão pela situação governativa actual:
se os senhores forem os donos de uma empresa e delegarem numa equipa as funções de regulação, auditoria e supervisão, o que farão se e quando perceberem que os membros dessa equipa não estão à altura das responsabilidades e que incumpriram todos os objectivos fixados?
i) Delegam-lhes responsabilidades ainda maiores?
ii) Pedem-lhes que permaneçam e apresentem novo plano de trabalho?
iii) Fundem esta equipa com a melhor equipa da vossa empresa, a ver se a primeira melhora?
iv) Ou fazem cessar imediatamente as suas funções e substituem-nos por uma nova equipa mais competente e com mais qualidade?
(Núncio, comentário a "Socialistas criticam actuação do primeiro-ministro", Diário Económico on line, 15-3-2011: revisto) 

30 novembro 2010

[1283] "É preciso ter topete!" (versão 2)

Acho curioso, para ser diplomático, que hoje (quase) todos se virem para o Presidente da República a implorarem para que actue quando tiveram a oportunidade, há um ano, de escutar a líder da Oposição e de nela confiar. Mas 71%, a maioria absoluta, preferiu ignorá-la e 36% preferiu mesmo a continuidade.
Temos o Governo que a maioria (relativa) quis e vêm agora pedir ao Presidente que faça o trabalho que os eleitores não fizeram?!
(Núncio, comentário a «Cavaco: Serei "ativo e dinâmico" mas "prudente" num segundo mandato», Expresso on line, 29-11-2010)

29 outubro 2010

[1262] "É preciso ter topete!"

«Responsabilidade é coisa que não têm o partido que está, quase ininterruptamente, há 15 anos à frente do poder executivo e chega inimputável a 2010; o governador do Banco de Portugal que, militante desse partido, esteve quase 10 anos no cargo e nada auditou nem sancionou; o poeta Alegre que foi deputado durante quase 30 anos e cujo trabalho parlamentar é praticamente desconhecido...
Cavaco, esse algarvio de classe média que não escreve poesia, que não passeia em cima de tartarugas, que não frequenta a Cinemateca, ainda se atreve a recandidatar-se a um lugar que deveria ser privativo de militantes daquele mesmo partido!»
(Núncio, comentário a "O exercício da desresponsabilização", Barbearia do Senhor Luís, 27-10-2010)

25 setembro 2010

[1241] Janela indiscreta (9): a quem interessa não avaliar o presente?

«(...) por muito crítica que seja a nossa opinião sobre os governos do actual PR [ou de outros], eles já lá vão (...)! Temos é de avaliar os actuais governos. Democracia é isso. A avalição do presente. Quanto ao passado, temos a História que fará o seu juízo. Faria algum sentido democrático e ético poupar os actuais governantes em nome de erros que se cometeram há 25, 20 ou 15 anos atrás?!
A resposta é simples: nós, eleitores, temos de avaliar os erros e os acertos de cada legislatura e ponderar as alternativas em função dessa avaliação. Houve eleições há precisamente um ano. Pelos vistos, não se avaliou nada, deixou-se tudo na mesma e agora chama-se pelo FMI quando era tudo tão previsível... e muita da previsibilidade foi negada por este mesmo painel, que gostava de "malhar" na Manuela Ferreira Leite e, por isso, teve o que mereceu!»
(Núncio / Portugal Real, comentário a "Cavaco chama partidos a Belém", Expresso on line, 24-9-2010)

24 setembro 2010

[1238] Dúvida metódica

Esta "auscultação" não vem tarde? É que o corpo está moribundo.
[E c]omo quer[em] que o PR dê murros na mesa e expulse a "má moeda" se o povo teve oportunidade de o fazer há precisamente um ano e resolveu antes "pôr paninhos quentes" em cima do moribundo?
(Núncio / Portugal Real, comentário a "Última Hora - Cavaco chama partidos a Belém", Expresso on line, 24-9-2010)

[1237] Pai ou padrasto do Estado Social? (2)

É a praxis política que define um governante. Mas a tradição da oratória ainda é o que era... em Portugal!
(Núncio, idem)

23 setembro 2010

[1235] Um péssimo sinal ou uma verdade inconveniente?

A corda foi partida quando, há precisamente um ano, se gerou um clima comunicacional e jornalístico desfavorável à mudança, que veio a condicionar os resultados eleitorais.
Só agora descobrem que estamos em crise profunda e precisamos de seriedade e rigor? Não ouviram durante 18 meses o que Manuela Ferreira Leite tinha para dizer, até aqui neste mesmo jornal [Expresso], sobre o desemprego, os novos pobres, os investimentos megalómanos e a asfixia democrática?
Tudo, mas tudo, está hoje demonstrado. Não vale a pena agora pedirem perdão, porque quem não ama a verdade e o seu país não o merece.
(Núncio / Portugal Real, comentário a "Um péssimo sinal", Martim Silva, Expresso on line, 23-9-2010)

04 julho 2010

[1188] Janela indiscreta (6): perplexidades da militância

«Naturalmente, os mais avisados dentro do PSD sabem que ainda não é chegado o momento. Lá para Outubro ou Novembro de 2011, talvez. Antes é preciso obrigar o PS a acabar o trabalho sujo.»
(Eduardo Pitta, "Tour de force", Da Literatura, 28-6-2010)
*
Mas, afinal, se o Governo do PS está a fazer o trabalho sujo da Direita, qual o interesse, para os seus militantes e simpatizantes, de o manter em funções?

12 junho 2010

[1176] Pode dar o exemplo, sff?

José Pacheco Pereira, embora estudioso e sério, cansa. Como cansam Marcelo Rebelo de Sousa, António Vitorino, Carlos Abreu Amorim e tantos outros. Portugal não precisa de mais comentadores. Precisa de exemplos. Precisa de coragem.

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