Terapia política. Introspecção psicossocial. Análise simbólica.

09 maio 2010

[1157] As palavras dos outros (79): o porte não engana

«[D]aqui a 150 anos, "a história há-de assinalar aos que cá estiverem que aquele Presidente da República foi um dos maiores, senão o maior estadista português do seu tempo".»
(Joaquim Sousa, presidente do conselho de administração do Montepio Rainha D. Leonor, nas Caldas da Rainha, sobre Cavaco Silva: "Portugal precisa de mais exemplos de rigor na gestão e ponderação nas decisões")

2 comentários:

Réprobo disse...

Só se fôr vier a ser relembrado por ser o responsável pelo descalabro que o país tomou desde 1985. Cadilhe bem lembrou que no tempo de primeiro ministro do Sinhor Doutor Silva, os défices eram de 9 % e ninguém piava porque o dinheiro escorria vindo de Bruxelas como maná ... Está à vista passados estes anos o resultado. Os demagogos querem fazer crer que tudo se deve ao idiota e corrupto do beirão que nos desgoverna actualmente mas é mentira. O algarvio iniciou o processo e criou uma classe de parasitas no Estado e nas empresas, nomeadamente os bancos que lhe pagaram a campanha em 2006, que tem vindo paulatinamente a sugar e destruir o país. Veja-se o BPN, que não convém lembrar em ano pré eleitoral ...
Bem sei que para indefectíveis que se acham favorecidos pelo regime cavaquista, tal análise entra-lhes por um ouvido e sai-lhes pelo outro. Contudo aqui fica. Faça como entender já que exerce o direito censório de publicação prévia, coisa rara na blogosfera ...
Bom fim de semana.

Núncio disse...

Leitor Réprobo,
não exerço nenhum direito censório. Porventura já teve algum comentário censurado no Divã?
Quanto à matéria do comentário, em democracia, os governos julgam-se nos momentos próprios. Qual a conveniência e utilidade democráticas de estarmos, 15 (quinze!) anos depois de Cavaco Silva ter deixado S. Bento, a avaliar o seu governo? Não acha que isso é, justamente, o que pretendem os governantes actuais, de forma a desculparem-se pelos seus erros? Após Cavaco Silva, já houve quatro (!) primeiros-ministros de seis (!) governos!
Ou ainda pensa ir pedir contas do estado actual do regime a Vasco Gonçalves?

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