Terapia política. Introspecção psicossocial. Análise simbólica.
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25 fevereiro 2009

[796] No primeiro dia da quaresma

Que testemunho comovente, sem ser lamechas ["Dos olhos e da alma"]!
Mais do que políticos, atletas, cientistas (muitas vezes brilhantes, mas sentados na sua confortável cadeira Philippe Starck ou calçados nos seus hipersónicos Nike Zoom Structure Triax), admiro imenso professores, assistentes sociais, voluntários, médicos, enfermeiros. Sobretudo estes. E sinto-me tão pequeno e ridículo quando comparo o que eles e eu fazemos pelo bem-estar do mundo...

07 maio 2006

[273] O Estado subsidiário

"O amor — caritas — será sempre necessário, mesmo na sociedade mais justa. Não há qualquer ordenamento estatal justo que possa tornar supérfluo o serviço do amor. Quem quer desfazer-se do amor, prepara-se para se desfazer do homem enquanto homem. Sempre haverá sofrimento que necessita de consolação e ajuda. Haverá sempre solidão. Existirão sempre também situações de necessidade material, para as quais é indispensável uma ajuda na linha de um amor concreto ao próximo. Um Estado, que queira prover a tudo e tudo açambarque, torna-se no fim de contas uma instância burocrática, que não pode assegurar o essencial de que o homem sofredor — todo o homem — tem necessidade: a amorosa dedicação pessoal. Não precisamos de um Estado que regule e domine tudo, mas de um Estado que generosamente reconheça e apoie, segundo o princípio de subsidiariedade, as iniciativas que nascem das diversas forças sociais e conjugam espontaneidade e proximidade aos homens carecidos de ajuda."
(Bento XVI, Carta Encíclica "Deus caritas est", 28 b, 25-12-2005: o sublinhado é nosso)

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