Terapia política. Introspecção psicossocial. Análise simbólica.

13 fevereiro 2008

[552] S. Valentim

Porque até Freud e Maquiavel eram, à sua maneira e ao seu tempo, românticos, aqui ficam duas sugestões especiais para os nossos leitores:
- Livin' Kitchen (Rua de Gondarém, 493, R/C, 4150-556 Porto. Tlf: 226168338. Fax: 226168340);
- A Vida É Bela (www.avidaebela.com).

12 fevereiro 2008

[551] Violência e desemprego, aqui? Nããããão!

America's most miserable cities

[550] Cabala em Pessoa?

Inês Pedrosa à frente da Casa Fernando Pessoa.
Regresso à formula inicial da mulher de um poeta consagrado (depois de Nuno Júdice, Fernando Pinto do Amaral), mas duvido que a receita tenha o mesmo resultado. Pelo meio, a pluma caprichosa e o polivalente Viegas.
Que mais irá acontecer àquela casa?
Lisboa precisa de uma casa-museu do seu maior poeta do séc. XX arrojada e visionária, como o foi Pessoa.

07 fevereiro 2008

[548] Diga-me em quem vota, dir-lhe-ei quem é...

Responda às perguntas sobre o seu posicionamento político-ideológico e veja de qual dos candidatos norte-americanos está mais próximo.
Aqui, deu totalmente democrático, a meio entre Hillary, Richardson e Edwards.
(cortesia do Blasfémias)

[547] Estrelas amarelas em fundo azul... e vermelho!

O Parlamento Europeu vai receber, entre os próximos dias 12 e 14, uma exposição alusiva à história do Benfica, organizada pelos eurodeputados José Ribeiro e Castro e Manuel dos Santos.
Intitulada «Mais de 100 anos de lenda», a mostra inclui uma Bota de Ouro de Eusébio e um equipamento pertencente a Cosme Damião, fundador do clube, assim como vários troféus conquistados pelas «águias».
A exposição será inaugurada ao final da tarde da próxima terça-feira, com a presença do presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, de Eusébio e também da judoca Telma Monteiro.
(A Bola on line, 7-2-2008, 18h01: Benfica - Em exposição no Parlamento Europeu)

[546] À atenção de Alberto Costa: não se mexe no que funciona

«Férias individuais prejudicam advogado, juiz e cidadão
Mais uma vez, na tentativa resolver problemas complexos com simples canetadas, meteu-se os pés pelas mãos. O fim das férias coletivas no Judiciário brasileiro e a idéia de fazer da Justiça uma atividade ininterrupta não deu certo. É o que sustenta a maioria dos juízes. Três anos depois do fim do descanso coletivo — que só foi respeitado, de fato, em 2007 — há um consenso de que mudou para pior. Já há até uma Proposta de Emenda Constitucional para que as férias voltem a ser a um só tempo.
Logo que as férias coletivas acabaram, a advocacia se deu conta de que, se os prazos processuais continuassem a correr o ano inteiro, os advogados, consequentemente, teriam de trabalhar o ano inteiro — principalmente os pequenos, que trabalham sozinhos.
Em 2005, os tribunais ainda fizeram férias coletivas porque não se sabia se a regra precisava ou não de regulamentação. Decidiu-se, então, que a Emenda Constitucional 45, que determinou o funcionamento ininterrupto dos tribunais e fóruns, era de aplicação imediata. Em 2006, os tribunais lutaram no Supremo Tribunal Federal e no Conselho Nacional de Justiça para garantir o descanso coletivo. Não conseguiram e só em 2007, de fato, todos obedeceram e aboliram as férias coletivas. Aí perceberam como a emenda foi pior que o soneto.
O fim das férias coletivas se mostrou prejudicial tanto para o advogado como para o Judiciário”, considera Fernando Mattos, vice-presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe). E são vários os motivos para isso.
As férias coletivas valiam paras os tribunais estaduais e federais, onde as decisões são colegiadas. Quando os desembargadores saíam de férias juntos, os julgamentos ficavam paralisados por dois meses — janeiro e julho. Hoje, cada desembargador sai de férias quando programa e, consequentemente, as turmas de julgamento ficam desfalcadas.
Agora, as turmas trabalham durante os 12 meses do ano, mas, quase sempre, com um desembargador a menos. Para tapar o buraco, são convocados juízes. Em alguns tribunais estaduais — São Paulo, Paraná e Santa Catarina — há juízes de prontidão para cobrir férias de desembargadores. São os chamados juízes substitutos de segunda instância. Mas nos outros não há a figura dos substitutos e quem tem de cobrir são os juízes de primeira instância, que deixam suas varas.
Ou seja, de acordo com os relatos, o fim das férias coletivas na segunda instância está refletindo na produção da primeira. Os juízes deixam as suas varas e são substituídos por juízes substitutos. Esses não têm a agilidade do titular, acostumado a lidar com os processos na sua vara. Como toda situação provisória, os titulares cobrem desembargadores dentro do seu limite. Isso prejudica também o andamento dos processos na segunda instância.
Quando o relator sai de férias, os processos dele ficam parados. Se no mês seguinte o revisor sair de férias, mais 30 dias sem julgamento daquele caso”, explica o desembargador José Maurício, do Tribunal de Justiça do Paraná. No estado onde trabalha, desde 1995, existem os chamados juízes substitutos de segunda instância. Lá, pelo menos, os juízes não precisam deixar suas varas para cobrir férias.
Foi uma medida bem intencionada que, na prática, se mostrou prejudicial”, considera Fernando Gonçalves, juiz convocado para a Turma Suplementar do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. “Os tribunais funcionam de forma colegiada. Proibir que tirem férias juntos não acelera nada. Só prejudica”, avalia.
Vai e vem da jurisprudência
A constante troca de julgadores de segunda instância (a cada desembargador que sai, um juiz é convocado) gera outro problema além da demora no julgamento dos processos. A turma dificilmente vai formar uma jurisprudência, já que cada novo julgador pode trazer seu novo entendimento. Basta pensar isso acontecendo em todos os tribunais no país para concluir quão grande pode ser a insegurança jurídica gerada.
O advogado apresenta um recurso e não sabe quem vai julgá-lo. O juiz de primeira instância também não consegue se orientar pelo entendimento do tribunal, que muda com mais freqüência. “A convocação de juízes impede a formação de uma jurisprudência”, admite Fernando Mattos da Ajufe.
Mattos chama atenção para outro problema, dessa vez, de ordem administrativa e financeira. Toda vez que um juiz é convocado para o tribunal, ele tem de receber salário de desembargador. Além disso, o que ele vai gastar para se transportar até a sede do tribunal — como passagens e diárias — também tem de ser bancado pelo Judiciário. Ou seja, mais custo.
Arrependimento formal
Isso tem que acabar. Vai ser melhor para todos, inclusive para o jurisdicionado, voltar como era antes”, diz José Maurício. O arrependimento que reina no Judiciário e na advocacia já refletiu no Legislativo.
No ano passado, o deputado federal José Santana de Vasconcellos (PR-MG) apresentou a PEC 3, que pretende tornar tudo como era antes. Ele propôs a volta das férias coletivas. “A esta altura, está claro que a eliminação das férias forenses nem beneficiou os advogados, nem contribuiu para a celeridade judicial”, reconhece.
A sua proposta foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, por unanimidade, no dia 5 de setembro. No dia 28 de novembro, foi criada Comissão Especial para analisar o projeto. Vale lembrar que o fim das férias coletivas fez parte da Reforma do Judiciário, que tramitou no Congresso Nacional durante mais de 10 anos, tempo suficiente para análises e estudos do que estava sendo proposto.»
(Aline Pinheiro, Revista Consultor Jurídico, 2 de Fevereiro de 2008: cortesia do leitor Panfúncio)

04 fevereiro 2008

[545] E agora falem!

Temos duas novas consultas, além da "coabitação à portuguesa".
Uma que, não sendo original, fica sempre bem, a respeito da figura nacional mais marcante no século passado.
A outra, mais conjuntural, que se tornou "incontornável" (como se diz agora), sobre os dados e as omissões curriculares do PM.
Portanto, é só carregar no botão!

02 fevereiro 2008

[544] É Carnaval, ninguém leva a mal...

«Portugal e os portugueses têm o que merecem e ainda é pouco!
Pena que, no meio desta mediocridade e apatia, reste meia dúzia de pessoas íntegras, decentes, superiores, que prestigiam os seus nobres antepassados, mas que estão claramente "fora de cena"...»
(Núncio, em comentário deixado aqui: «Sócrates acumulou subsídio de exclusividade como deputado com funções privadas», Público online, 2-2-2008)
*
«O entendimento que o PÚBLICO tem dos seus deveres jornalísticos é o mesmo que tem sido repetidamente adoptado em sentenças do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem: o controlo público das figuras públicas é central na vida política em liberdade. De resto foi também esse o entendimento do nosso Ministério Público quando decidiu arquivar a queixa que o primeiro-ministro fez contra o autor do blogue “Do Portugal Profundo” a propósito do que este publicara sobre as condições em que José Sócrates completou a sua licenciatura.
Escreveu a 10 de Dezembro de 2007 a procuradora-geral adjunta Cândida Almeida: “Quem desempenha funções de órgão de soberania sujeita-se a ver a sua actividade profissional eou institucional sindicada pelos cidadãos”. Poderíamos multiplicar os exemplos de políticos, e até de altos-funcionários, que noutras democracias tiveram de se explicar sobre factos ocorridos décadas antes.»
(José Manuel Fernandes, Editorial, Público, 2-2-2008)
*
E Cavaco onde anda? A brincar ao Carnaval, mascarado de Presidente da República?

[543] Le Roi est mort! Vive le Président!

Em tempo de centenário do regicídio e da exaltação (tão cínica quanto tardia) de D. Carlos I e do Príncipe Herdeiro, porque não se retomam as investigações, começando por descobrir onde pára o processo (que já tinha cinco volumes e uma imensão de documentos) que os 2 anos finais da Monarquia ainda conseguiu instruir e que, 2 anos depois da implantação da República, desapareceu nas mãos do novo Ministro da Justiça, Afonso Costa, maçon, anti-clerical e marxista, que tinha exigido ao juiz que instaurou o processo que lhe fosse entregue, em vez de ir para a Boa Hora?
(post inspirado pelo leitor Mário, o tal)

[542] Anime-se, homem!

Regular e obsessivamente, um visitante de IP identificado vem "deitar-se" no divã e, no final da visita, considera-a sempre "frustrante" (na consulta de opinião que mantemos aberta).
Durante algum tempo, manifestou-se de outra forma, enviando comentários que, embora nunca concordantes, tinham o mérito de exprimirem a sua opinião.
Se se sente tão frustrado, caro leitor, porque insiste em nos prestigiar com a sua visita?

[541] Big Joe in the Little Country...

Aos poucos, Joe Berardo vai-se afirmando. Até já nomeia ministros!
De qualquer forma, desde que ele fez a OPA do CCB que a Isabelita tinha os dias contados. Ao menos, essa OPA foi um sucesso, ao contrário da do Glorioso.
Além disso, a gratidão é uma virtude e o grande favor prestado ao governo, ajudando a desmantelar o BCP, tinha que ser pago...
Afastando a marxista e pondo lá um "berloquista", passo a passo, "a esquerda caviar" conquista posições para, em 2009, se tornar na terceira força parlamentar. E o Louçã, entretanto, vai eliminando a sua própria oposição...

28 janeiro 2008

[540] As palavras dos outros (14): o Ocidente numa encruzilhada

"O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons."
(Martin Luther King)

[539] A idade da inocência

"Mais do que o culto da juventude (quantas vezes a idade emocional desmente a idade cronológica!) e do que o medo da morte (sempre se morreu em qualquer idade, além de que os crentes na reencarnação não têm esse medo), o que ocorre nos nossos dias é a ditadura tecnológica que, essa sim, elimina os mais velhos.
É por causa dela que, aos 40, se é demasiado velho para trabalhar e demasiado novo para dormir..."
(Núncio, em comentário deixado aqui: "A idade", in (A)variações, 23-1-2008)

25 janeiro 2008

[538] E se os professores fossem políticos?

"Os professores são os profissionais em quem os portugueses mais confiam e também aqueles a quem confiariam mais poder no país, segundo uma sondagem mundial efectuada pela Gallup para o Fórum Económico Mundial (WEF).
Os professores merecem a confiança de 42 por cento dos portugueses, muito acima dos 24 por cento que confiam nos líderes militares e da polícia, dos 20 por cento que dão a sua confiança aos jornalistas e dos 18 por cento que acreditam nos líderes religiosos.
Os políticos são os que menos têm a confiança dos portugueses, com apenas sete por cento a dizerem que confiam nesta classe."
*
Curioso, quase maquiavélico!
42% dos profissionais em quem os portugueses supostamente mais confiam têm sido publica e persistentemente enxovalhados por aqueles que só têm a confiança de 7% do povo...
E estes estudos de opinião, sem prejuízo das margens de erro que sempre têm, são tanto mais importantes quanto traduzem a avaliação geral do grau de confiança numa classe profissional ao serviço da população (professores, médicos, polícias, militares, políticos, etc.) e não a competência (ou assiduidade, ou zelo ou integridade) que é uma avaliação personalizada num profissional em concreto... Embora sem integridade não se mereça fazer parte de nenhuma classe!

22 janeiro 2008

[536] A criatividade "tuga"

"Sr. Dr. Juiz,
Confirmo que vi na estrada a marca 70 em números negros inscritos num círculo vermelho, sem qualquer informação de unidades.
Ora, como sabe, a Lei de 4 de Julho de 1837 torna obrigatório em Portugal o Sistema Métrico, e o Decreto 65.501, de 3 de Maio de 1961, modificado de acordo com as directivas europeias, define, COMO UNIDADE DE BASE LEGAL, as unidades do Sistema Internacional, S.I. Poderá confirmar tudo isso no site do Governo.
Ora, no SI, a unidade de comprimento é o " metro", e a unidade de Tempo é o "segundo". Torna-se, portanto, evidente que a unidade de velocidade é o " metro por segundo". Não me passaria pela cabeça que o Ministério aplicasse uma unidade diferente.
Assim sendo, os 70 metros por segundo correspondem exactamente a 252 Km/h. Ora, a Polícia afirma que me cronometrou a 250 Km/h o que eu não contesto.
Circulava, portanto, 2 Km/h abaixo do limite permitido.
Esperando a aceitação dos meus argumentos,
de V. Exa.
a)"
(requerimento anónimo que circula na net)

20 janeiro 2008

[535] Pintura do mundo: o "nosso" Tiepolo


"Deposição de Cristo no túmulo",
Giovanni Battista Tiepolo (Veneza, 1696 - Madrid, 1770)

[534] Preto, eu?

"(...) Obama, que meio mundo afirma ser o primeiro preto com hipóteses de chegar a presidente dos EUA, (...) preto porquê? De facto, porquê? Obama é descendente de quenianos e de irlandeses, e se há milhões de análises à sua penetração eleitoral nos "african-american", não li sequer uma equivalente acerca dos "irish-american". Para efeitos de consumo, as raízes europeias foram amputadas à identidade do homem. Homem, vírgula: meio, que é caminho andado para não ser nenhum. A culpa não será dele, mas a verdade é que, entre o senso comum, Obama está reduzido a um símbolo e a uma cor, a cor que o paternalismo vigente não hesita em considerar prioritária."
(Alberto Gonçalves, A preto e preto, "Os dias contados", DN, 20-1-2008)

[533] Salto à vara

Será possível que, depois do triste espectáculo das últimas semanas, ainda haja tempo e despudor para a Caixa Geral de Depósitos (CGD) enviar aos seus clientes, muito deles funcionários públicos remediados ou modestos pensionistas, uma circular que informa que, para continuarem a usufruir da isenção da comissão de despesas de manutenção, terão de garantir, em cada trimestre, um saldo médio superior a 1000 euros, ter crédito de vencimento ou ter aplicações financeiras associadas à respectiva conta?

05 janeiro 2008

[532] Ano Novo, nova sondagem

Abrimos nova consulta popular, a propósito da "cooperação estratégica" (vulgo coabitação) que se instalou em Portugal desde Março de 2006.
Votem, por favor!
As opiniões sobre o Divã continuam disponíveis.

[531] Ano Novo, velhas esperanças...

A Rosa de Hiroshima,
de Vinícius de Moraes


Pensem nas crianças
Mudas, telepáticas,
Pensem nas meninas
Cegas, inexatas,
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas,
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas.

Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa, da rosa!

Da rosa de Hiroshima,
A rosa hereditária,
A rosa radioativa
Estúpida e inválida,
A rosa com cirrose,
A anti-rosa atômica.
Sem cor, sem perfume,
Sem rosa, sem nada.

02 janeiro 2008

[530] Votos do politicoterapeuta

2008 momentos de competência, solidariedade e transparência durante o Ano Novo, em Portugal.

[529] As palavras dos outros (13): vox populi

«Depois de ler tantos artigos nesta notícia, venho acrescentar algo de mais. Em Fevereiro de 2006 emigrei para França e em 15 dias de estadia arranjei emprego como efectivo, depois de ter rescindido o meu contrato de trabalho em Portugal. O meu ordenado triplicou em relação ao que auferia em Portugal. Inscrevi-me na segurança social francesa e para minha supresa descobri que tinha direito ao abono de renda de casa (abono tipo jovem arrendamento no valor de 110 €, só com a diferença que já tenho 33 anos). Em Dezembro, tive o meu primeiro filho e a segurança social francesa deu-me 855 euros de prémio para efeitos de nascimento, e recebo ainda 172 euros mensais para fazer face às despesas do meu filho durante os próximos 3 anos.
Num país em se fala de futebol nos telejornais, de assaltos à mão armada e multibancos, onde se perdoam dívidas à banca de familiares de dirigentes de instituições bancárias e demais crimes isentos de punição tenho dúvidas de ir à embaixada de Portugal em Paris para apresentar a acta de nascimento do meu filho de maneira a este ser português. Não há problemas a mãe do meu filho ser polaca e eu tenho a dupla nacionalidade (francesa e portuguesa). Talvez mesmo é melhor dizer ao meu filho que Portugal é um país à beira mar plantado onde se gosta do bacalhau, de futebol e de ir a Fátima para rezar muito para tirar a escumalha que temos no governo e nas principais empresas privadas. Bela notícia que vi na RTPi , quando apresentaram todas as possibilidades de pontes de 2008, excelente incentivo para os tugas trabalharem, nada mais que 144 dias sem trabalhar.
Ao governo do pseudo ENG. SOCRATES desejo-lhe tudo de mal, e aconselho ao primeiro-ministro a obter um diploma como o meu numa universidade do estado. Já agora o Dr. Silva disse que houve progressos na justiça. Quais Sr. PR? Foi no caso Apito Dourado? Foi no caso Casa Pia? Foi no casa do desaparecimento da pobre criança inglesa do qual se acusa a mãe da Madeleine? Espero que não haja nehum novo aeroporto nem TGV. Para um bom 2008 desejo saúde e dedicação a todos que residem em Portugal menos para o governo e que possível que emigrem todos menos os sacanas dos deputados, assessores e demais bandidos. Feliz 2008, que Deus vos proteja e que a mim me ampare.»
(Filipe Bragança, Le Mans, França, no Público online, em comentário à notícia "Cavaco questiona rendimentos elevados de altos dirigentes de empresas", 2-1-2008)

27 dezembro 2007

[528] Moedas para que vos quero?

Afinal, não é só o português que é muito criativo.
Os turcos cunharam a nova lira turca, em circulação desde o início do ano.
"Por coincidência", a moeda de uma lira é quase idêntica à de dois euros. Valendo um quinto...

07 dezembro 2007

[525] Todos indiferentes, todos iguais

A propósito do filme "The Invasion" (EUA, 2007), de Oliver Hirschbiegel, com Nicole Kidman, Daniel Craig e Jeremy Northam (por sinal, remake dispensável do "The Invasion of the Body Snatchers", de Don Siegel, 1956), é de lembrar que, ao contrário do que a ficção científica gosta de projectar, não será preciso nenhum exército de extra-terrestres para vir domesticar-nos, tornando-nos covardes, manipuláveis, desumanos ou pelo menos indiferentes.
O PREC (Projecto de Racionalização Em Curso) do século XXI encarregar-se-á disso em pouco tempo: globalização, harmonização, integração, indiferenciação.

[524] Natal real

«Embora seja uma ideia inteligente e generosa, o bom mesmo seria substituir símbolos ("árvore de Natal") por atitudes.»
(Núncio, comentário a "Isto é ser empresário!", Tiago Carneiro, Democracia em Portugal, 6-12-2007)

06 dezembro 2007

[523] Normalization is stupid!

«(...) o argumento de que ele [Rodrigues dos Santos] não pica o ponto e trabalha pouco é ridículo. O segredo da gestão de pessoas não é tratar todas da mesma maneira – é procurar retirar de cada uma o que de melhor tem para dar. No caso de um bom pivô, o valor que representa para uma estação não são as horas que possa passar ou não passar na redacção – é o seu desempenho perante as câmaras. A exigência a todos do cumprimento dos mesmos horários (por vezes desadequados à função) leva à burocratização das redacções e à perda de criatividade e eficácia.
O segredo das grandes redacções não é a imposição de uma disciplina militar – essa é a lei dos medíocres; o segredo das grandes redacções é exigir trabalho de qualidade e bons desempenhos em todas as áreas. É esta a disciplina que hoje interessa. Num trabalho manual, a produtividade de um trabalhador está directamente relacionada com o número de horas que passa na fábrica; no jornalismo, a produtividade não tem nada que ver com o número de horas passadas na redacção. Um jornalista pode passar muito tempo na redacção e não produzir nada de jeito, e outro pode lá estar pouco tempo e ser um trunfo da estação. Para os telespectadores, o que interessa é o desempenho de Rodrigues dos Santos a apresentar o Telejornal – não são os seus horários. É essa a sua mais-valia para a televisão pública. Que estupidamente a RTP vai perder.»
*
Sou funcionário público vai para 14 anos. Já exerci funções técnicas e dirigentes. Toda a minha vida tem sido dedicada, modesta, mas empenhadamente, ao serviço público, afirmando a força das políticas públicas, rejeitando a excessiva procedimentalização, estimulando a autonomia, flexibilizando horários e relativizando "formatos".
Acho absolutamente estúpida a obsessão pelo "correcto" (política, social ou administrativamente), a redução de toda a actividade a regulamentos e manuais de procedimentos, o controlo do acessório (indumentária) e do quantitativo (tempo) em vez da apreciação do principal (honestidade) e do qualitativo (competência). Prejudica a diferença; afecta a complementaridade; institui a normalização de produtos, atitudes, pessoas; nivela à mediocridade, alimenta o tráfico de influências.
Quando vamos deixar de ser estúpidos?

01 dezembro 2007

[519] No dia da Independência: Portugal sempre!


[518] Um povo triste, uma governação sem alma

«(...) A solução final vem aí. Com a lei, as políticas, as polícias, os fiscais, os inspectores, a imprensa e a televisão. Niguém, deste velho mundo, sobrará. Quem não quer funcionar como uma empresa, quem não usa os computadores tão generosamente distribuídos pelo país, quem não aceita as receitas harmonizadas, quem recusa fornecer-se de produtos e matérias-primas industriais, quem não quer ser igual a toda a gente está condenado.
Estes exércitos da liquidação são poderosíssimos: têm estado-maior em Bruxelas (...) e agem através do pessoal da ASAE, a organização mais falada e odiada do país, mas certamente a mais amada pelas multinacionais da gordura, pelo cartel da ração e pelos impérios do açúcar. (...)
Tudo isto, como é evidente, para nosso bem. Para proteger a nossa saúde. Para modernizar a nossa economia. Para apostar no futuro. (...) E não tenhamos dúvidas: um dia destes, as brigadas vêm, com estas regras, fiscalizar e ordenar as nossas casas. Para nosso bem, pois claro.»
(António Barreto, Retrato da Semana, "Eles estão doidos", Público, 25-11-2007, p. 45)

[517] Também queremos saber onde e com quem se divertem os governantes!

(Público online, 1-12-2007)
*
Considero este tipo de operações um exagero total e anti-democrático, não respeitam a privacidade dos cidadãos, mais parece uma operação do tempo do Estado Novo = PIDE.
Eu vivo na Holanda-Amsterdam e nunca vi tal coisa, e isto numa cidade como Amsterdam, que como dizem tem muita criminalidade. Este tipo de operação nunca seria aceite pelos cidadãos dos países que aí em Portugal consideram desenvolvidos ao ponto de até quererem usar esses países, como a Holanda, como exemplo para o que se deve fazer em Portugal.
Cabe na cabeça de alguém cercarem/fecharem acessos, ainda mais numa zona central da cidade de Londres ou Amsterdam para identificarem (!?) quem são os cidadãos que frequentam certos bares, etc! Isto seria uma loucura nestes países! Em Portugal infelizmente ainda temos muitas características do tempo fascista e anti-democrático em que vivemos durante muito tempo. É um dos muitos atrasos culturais que temos e vamos continuar a ter, e um abuso do poder, etc!
(Paulo Machado, Amsterdão, Holanda, em comentário à notícia)

21 novembro 2007

[516] Eles falam, falam, mas não os vejo a fazer nada...

"Deputados vão gastar 18 mil euros por dia em deslocações:
Orçamento do Parlamento para 2008 atribui 6,6 milhões de euros só para transportes, deslocações e estadas dos deputados, que vão receber 13 milhões de euros em salários e 3,3 milhões em ajudas de custo."
(Destak, 13-11-2007)
*
Este não é o preço da democracia. O verdadeiro preço é o que temos, cidadãos eleitores, que pagar por uma representação cada vez menos digna e qualificada. Deputados anónimos, impreparados, servis e apolíticos. Um parlamento desprestigiado e desprestigiante!
Também não merecemos melhor, neste país anémico, a suplicar por uma cura "musculada"...

11 novembro 2007

[515] As palavras dos outros (12): vamos à igreja, mas não somos Igreja...

"Essa Igreja que não afronta nem confronta, que perdeu o sal e a sensibilidade, que se tornou asséptica e conluiada com a intocável plutocracia nacional, essa igreja volúvel do Dom Torgal, voltou as costas a Cristo.
"Já nem sei do que fala a Igreja, mas de Deus deixou de falar, de Jesus não se deixa impregnar. Ou foi calada ou calou-se rente à inexistência e ao relativo vácuo que tranversaliza tudo. (...)"
(comentário de Joshua a "De que fala a Igreja", em Portugal dos Pequeninos, 11-11-2007)

[514] Submetam os políticos ao grafólogo

Uma boa alternativa ao divã:
http://istoe.terra.com.br/istoedinamica/testes/grafologia/index.asp

10 novembro 2007

[513] Serviço público (5): consultas gratuitas de cirurgia oncológica e plástica da mama

Com vista a incentivar o diagnóstico precoce do cancro da mama e promover o seu tratamento atempado, a Clínica de Todos os Santos, em Lisboa, vai facultar consultas gratuitas de cirurgia oncológica e cirurgia plástica da mama durante o mês de Novembro. As consultas vão realizar-se na Unidade Oncoplástica da Mama e dirigem-se a todos os portugueses que queiram submeter-se a um rastreio, aguardem tratamento, queiram efectuar uma reconstrução pós-excisão do cancro ou que desejem ouvir uma segunda opinião médica.
Recorde-se que as doenças da glândula mamária são a patologia mais frequente da mulher, podendo aparecer também no homem, embora com menor prevalência. O cancro da mama é a principal causa de morte nas mulheres entre os 35 e os 59 anos, vitimando quatro portuguesas por dia.
A prevenção desta doença assenta na realização de rastreios e consultas de rotina e numa coordenação multidisciplinar entre vários especialistas, permitindo um diagnóstico e o início de tratamento o mais rapidamente possível.
As consultas gratuitas estão sujeitas à disponibilidade de agenda. Para mais informações, visite o site da
clínica.

[512] Iliteracia funcional

Durante a visita de uma comitiva de parlamentares a um hospital psiquiátrico, um dos deputados perguntou ao director:
"Qual é o critério pelo qual decidem quem precisa de ser internado?"
Resposta do director: "Enchemos uma banheira com água, oferecemos ao paciente uma colher, um copo e um balde e pedimos-lhe que a esvazie. De acordo com a forma pela qual ele decida realizar a missão, decidimos se o hospitalizamos ou não."
"Entendi", disse o visitante. "Uma pessoa normal usaria o balde, que é maior que o copo e a colher."
"Não", respondeu o director, "uma pessoa normal tiraria a tampa do ralo. O senhor prefere quarto particular ou enfermaria?"
(cortesia do leitor "Zeca")

30 outubro 2007

[511] Tudo normal, tudo absolutamente normal...

"O FC Porto é a única equipa da Europa que só ganha."
(José Antonio Camacho, A Bola, 30-10-2007)
*
Depois da (anunciada) anulação das escutas telefónicas feitas no âmbito do processo "Apito Dourado", as oito vitórias consecutivas do FCP (sem qualquer pingo de oposição dos adversários) prenunciam um regresso à normalidade dos últimos 20 anos... Até quando?

27 outubro 2007

[510] Santa ingenuidade!

(Público online, 27-10-2007)

[509] Imagine...

Emocionante.
www.liel.net/ Liel-ClintonVide o2.wmv

[508] Em época de reabilitação...

21 outubro 2007

[506] Exilados na nossa própria Pátria

"Quando a pátria que temos não a temos
Perdida por silêncio e por renúncia
Até a voz do mar se torna exílio
E a luz que nos rodeia é como grades"
(Exílio, Sophia de Mello Breyner Andresen)

[505] As palavras que sempre vos direi...

"O desastre de Lisboa ficará na história porque aqui se assinou um tratado que consagrou a não democracia como regime europeu e consolidou a burocracia e a Nomenclatura europeias."
(António Barreto, PÚBLICO, 21-10-2007)

06 outubro 2007

[504] Adesão e respeito

Não sufraguei, como eleitor e cidadão, a escolha de Pedro Santana Lopes para a sucessão de Durão Barroso.
Não me entusiasma a nomeação do actual Procurador-Geral da República nem do actual Ministro da Administração Interna.
Não tenho especial admiração por Luís Filipe Menezes.
Não acompanho o estilo de Valentim Loureiro, Alberto João Jardim, Narciso Miranda, Francisco Louçã nem Paulo Portas.
Mas vivo num Estado democrático de Direito (?) e respeito os titulares, enquanto tais, dos cargos públicos e, entre estes, políticos.
Merecem-me igual respeito (institucional, se quiserem) o Presidente do Governo da Região Autónoma da Madeira e o Primeiro-Ministro. E os ex-primeiros-ministros. E os futuros presidentes da República. O respeito devido aos políticos não decorre da sua côr política. Nenhum político tem que pedir autorização a Belmiro de Azevedo, a Joaquim de Oliveira ou a Pinto Balsemão para ser e dizer o que quiser.
O que aconteceu a PSL no agora famoso programa da SIC e o que está agora a acontecer com LFM nas revistas del corazón é inaceitável porque revela uma parcialidade e uma acrimónia jornalísticas absolutamente indignas. A comunicação social não tem que gostar destas personalidades. Elas não têm que ser bonitas, elegantes, sociáveis, cultas, telegénicas, influentes.
Em democracia, todos são potenciais representantes do povo e é isso que é fascinante neste sistema político. O exercício do poder democrático não tem (não deveria ter) a ver com glamour ou fortuna ou retórica.
Interromper um ex-primeiro-ministro ou diminuir o novo líder da Oposição é um risco terrível! É, além do mais, entrar no jogo dos detractores do sistema, fazendo-o resvalar para os populismos musculados que estão a ser (ironicamente) sufragados democraticamente por esse mundo fora, com a cumplicidade (quando não com o apoio explícito) da comunicação social e de quem a administra.
Não tem autoridade, por isso, a comunicação social ao reagir tão mal ao seu novo Estatuto (que não subscrevo, obviamente), porque ele é o resultado lógico e previsível da estratégia de "diabolizar" os oponentes, de que ela tem sido a voz. A voz do dono.

[503] Portugal sempre!

A Real Associação de Coimbra (RAC) assinalou ontem o 864.º aniversário de Portugal, reconhecido pelo Tratado de Zamora, com missa na Igreja de Santa Cruz e homenagem junto aos túmulos de D. Afonso Henriques e de D. Sancho I. O presidente da RAC, Joaquim Nora, disse que Portugal “deve ser o único País que não celebra oficialmente a data da sua independência (5 de Outubro de 1143)”, preferindo “comemorar as datas de acidentais alterações ao regime”.

08 julho 2007

[498] Ouçam o Vicente!

"Para mim, dizer o que penso nada tem de extravagante ou heróico. É um acto tão natural como respirar – e não concebo que pudesse ser de outra forma. Mas a verdade é que o preço da liberdade em Portugal se paga cada vez mais caro e o direito a exprimirmos as nossas opiniões próprias e muitas vezes solitárias – ou de tomarmos iniciativas à margem das fronteiras políticas e ideológicas oficiais, sejam do Governo, das oposições ou das corporações instituídas – enfrenta restrições crescentes.
Isso não acontece apenas por culpa de quem governa neste momento, embora um Executivo sustentado por uma maioria absoluta – e abúlica – no Parlamento tenha tentações irreprimíveis para domesticar as dissidências. É uma situação que se foi cristalizando ao longo do tempo devido à lógica de funcionamento do regime, porque não existem contrapoderes suficientemente fortes e autónomos na sociedade portuguesa. Num país com uma sociedade civil frágil e subsidiária do Estado, a independência de espírito ou de iniciativa vê-se condicionada por um calculismo permanente de interesses face aos poderes políticos estabelecidos."
(Vicente Jorge Silva, "O preço de dar a cara", 23-6-2007, www.sol.sapo.pt)

30 junho 2007

[497] Só agora percebeu?

"O PS, que os portugueses se habituaram a ver como o defensor da liberdade e da democracia, não passa hoje de um partido intolerante e persecutório, que age por denúncia e tem uma rede potencial de esbirros, pronta a punir e a liquidar qualquer português por puro delito de opinião."
(Vasco Pulido Valente, Público Online, 30-06-2007)

24 junho 2007

[496] Serviço público: Justiça independente

"Associação de Juízes pela Cidadania" (AJpC), "Movimento Justiça e Democracia", "Fórum Permanente Justiça Independente" (www.justicaindependente.net)

[495] A latitude da dignidade

"OAB-PR repudia juiz que proibiu trabalhador de chinelo em audiência:
A seccional do Paraná da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) repudiou a atitude do juiz da 3.ª Vara do Trabalho de Cascavel, Bento Luiz de Azambuja Moreira, que adiou uma audiência porque o trabalhador Joanir Pereira compareceu ao fórum calçado de chinelo de dedos. O juiz alegou que “o calçado era incompatível com a dignidade do Poder Judiciário”. “Num país tropical como o Brasil, uma decisão como essa no âmbito da Justiça é absurda. Um fato como esse deve entrar para os registros das aberrações jurídicas”, disse o presidente da OAB-PR, Alberto de Paula Machado.Para o advogado Marcelo Picoli, que alegou tentar argumentar com o juiz para não adiar a audiência, a atitude de Joanir impediu o acesso do cliente à Justiça. A audiência foi remarcada para 14 de agosto."
(Boletim Última Instância, Sexta-feira, 22 de junho de 2007: www.ultimainstancia.com.br. Cortesia do leitor Panfúcio)

[494] Serviço público (4): Hospital de D.ª Estefânia

13 junho 2007

[493] De novo, o fim da História

“O mundo é dirigido por organismos que não são democráticos, como o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e a Organização Mundial do Comércio.”
“[É] altura de protestar, porque se nos deixamos levar pelos poderes que nos governam e não fazemos nada por contestá-los, pode dizer-se que merecemos o que temos”.
“Estamos a chegar ao fim de uma civilização e aproximam-se tempos de obscuridade, o fascismo pode regressar; já não há muito tempo para mudar o mundo”.
(José Saramago, cit. in 'Público', 13-6-2007)

07 junho 2007

[491] Late Sunday evening: Things You'd Love to Say at Work, but Can't...

1. I can see your point, but I still think you're full of shit.
2. I don't know what your problem is, but I'll bet it's hard to pronounce.
3. How about never? Is never good for you?
4. I see you've set aside this special time to humiliate yourself in public.
5. I'm really easy to get along with once you people learn to see it my way.
6. I'll try being nicer if you'll try being smarter.
7. I'm out of my mind, but feel free to leave a message...
8. I don't work here. I'm a consultant.
9. It sounds like English, but I can't understand a word you're saying.
10. Ahhh... I see the screw-up fairy has visited us again...
11. I like you. You remind me of when I was young and stupid.
12. You are validating my inherent mistrust of strangers.
13. I have plenty of talent and vision. I just don't give a damn.
14. I'm already visualizing the duct tape over your mouth.
15. I will always cherish the initial misconceptions I had about you.
16. Thank you. We're all refreshed and challenged by your unique point of view.
17. The fact that no one understands you doesn't mean you're an artist.
18. Any connection between your reality and mine is purely coincidental.
19. What am I? Flypaper for freaks!?
20. I'm not being rude. You're just insignificant.
21. It's a thankless job, but I've got a lot of Karma to burn off.
22. Yes, I am an agent of Satan, but my duties are largely ceremonial.
23. And your crybaby whiny-butt opinion would be...?
24. Do I look like a people person?
25. This isn't an office. It's Hell with fluorescent lighting.
26. I started out with nothing & still have most of it left.
27. Sarcasm is just one more service we offer.
28. If I throw a stick, will you leave?
29. Errors have been made. Others will be blamed.
30. Whatever kind of look you were going for, you missed.
31. I'm trying to imagine you with a personality.
32. A cubicle is just a padded cell without a door.
33. Can I trade this job for what's behind door #1?
34. Too many freaks, not enough circuses.
35. Nice perfume. Must you marinate in it?
36. Chaos, panic and disorder – my work here is done.
37. How do I set a laser printer to stun?
38. I thought I wanted a career, turns out I just wanted paychecks.
(cortesia do leitor "mreis")

01 junho 2007

[490] A nossa cruz

"Uso do símbolo não fere caráter laico do Estado, diz CNJ:
A maioria dos membros do Conselho Nacional de Justiça entende que o uso de símbolos religiosos em órgãos da Justiça não fere o princípio de laicidade do Estado. O entendimento ficou expresso no julgamento de quatro Pedidos de Providência que questionavam a presença de crucifixos em dependências de órgãos do Judiciário.
O relator dos processos, conselheiro Paulo Lobo, votou pela realização de consulta pública, via internet, pelo período de dois meses, com o objetivo de aprofundar o debate sobre o assunto. No entanto, o conselheiro Oscar Argollo abriu divergência, apreciando o mérito da questão, no sentido de permitir o uso de símbolos religiosos.
Argollo defende que o uso de tais símbolos constitui um traço cultural da sociedade brasileira e “em nada agridem a liberdade da sociedade, ao contrário, só a afirmam”. O conselheiro foi seguido por todos os conselheiros presentes, à exceção do relator.
O conselheiro Paulo Lobo se disse sem condições de julgar o mérito da questão. “Isto seria uma violação à minha consciência, porque ainda tenho muitas dúvidas”. Em razão disso, embora o entendimento sobre a questão tenha sido majoritário, os Pedidos de Providência não puderam ser concluídos, o que acontecerá em sessão próxima, com a proclamação do resultado da decisão, quando o relator apresentar seu voto.
Cruz da Justiça
Em outubro de 2005, em um congresso de juízes estaduais no Rio Grande do Sul, foi decidido que os crucifixos poderiam continuar adornando as paredes das salas de audiências gaúchas. A decisão foi apertada: 25 votos pela manutenção e 24 contra.
Na ocasião, os juízes entenderam que a ostentação do crucifixo “está em consonância com a fé da grande maioria da população brasileira” e que “não há registro de usuário da Justiça que tenha acusado constrangimento em razão da presença do símbolo religioso em uma sala de audiência”.
A proposta de retirar os crucifixos foi apresentada pelo juiz Roberto Arriada Lorea. Os defensores da idéia argumentaram que a presença do crucifixo causa constrangimento aos seguidores de outras religiões.
De maneira geral, juízes podem optar livremente pela permanência de crucifixos nas paredes de suas salas de audiência. No Supremo Tribunal Federal, dois ministros já se manifestaram contra a manutenção do crucifixo localizado no plenário: Celso de Mello e Marco Aurélio.
Embora manifestem respeito à Igreja Católica, os dois ministros entendem que, desde que Igreja e Estado se separaram, não faz sentido projetar a idéia de que um tribunal que se pretende neutro em relação aos movimentos e manifestações sociais do país projete a noção de que se subordina a algum deles."
[Pedidos de Providência 1.344, 1.345, 1.346 e 1.3629]
(Douglas Miura, repórter da revista Consultor Jurídico, 29-5-2007: cortesia do leitor Panfúncio)

26 maio 2007

[489] Mudam-se os tempos...

Cavaco Silva, enquanto primeiro-ministro, demitiu o seu ministro do Ambiente, Carlos Borrego, por uma piada de humor negro.
O critério ético e político que justificou tal decisão parece ter-se perdido no tempo e, 14 anos depois, o Presidente da República nada tem a dizer nem a exigir a José Sócrates, Mário Lino, Manuel Pinho ou Correia de Campos. Novos tempos, novos compromissos...

[488] Small is (so) beautiful!

20 maio 2007

[487] A nova diplomacia

"Estádio Internacional de Al-Kahder:
Portugal oferece Estádio a cidade da Palestina"

[486] Que ninguém se cale!

"Trabalhava há quase 20 anos na DREN: Professor de Inglês suspenso de funções por ter comentado licenciatura de Sócrates."
*
Isto é inaceitável!
E então, Vital Moreira? E daí, Azeredo Lopes? E afinal, Manuel Alegre? E agora, Senhor Presidente da República?

11 maio 2007

[484] Confeitaria Colombo: um "must"

A Confeitaria Colombo é um dos mais tradicionais espaços da memória da "belle époque" do Rio de Janeiro. Seus amplos e elegantes salões foram, desde o final do século XIX, freqüentados por artistas, intelectuais e políticos, bem como por boêmios, damas e “cocotes”.
Inaugurada em 17 de setembro de 1894, sofreu grande reforma de 1914 a 1918, recebendo os atuais móveis e a decoração interna da autoria de Antônio Borsoi. O salão de chá em estilo Luís XVI, no segundo andar, foi inaugurado em 1922. A abertura oval entre os dois andares, a clarabóia com vitral e a grande área de espelhos belgas nas paredes laterais conferem ao espaço interno um ambiente requintado e agradável.
Ainda é possível sentir o clima do Rio Antigo em uma das mesas da tradicional Confeitaria Colombo, no centro do Rio. A centenária casa foi aberta pelos portugueses Joaquim Borges de Meirelles e Manoel José Lebrão. Hoje, tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Rio de Janeiro, ela é o símbolo máximo do que representou a "belle époque" na vida da cidade. São quatro andares com três amplos salões, todos com decoração art nouveau, de 1913. No salão da confeitaria, uma decoração rica em detalhes é mantida em perfeito estado desde sua criação. Oito espelhos bisotados, todos emoldurados em jacarandá, foram trazidos da Bélgica, cada um pesando uma tonelada e meia. Bancadas de mármore italiano e um mobiliário sofisticado. Cinco cristaleiras abrigam grande variedade de doces e tortas, além de louças do princípio do século e taças de cristal bordadas a ouro. No quarto andar, coroando o teto, uma clarabóia em mosaicos coloridos, banha todo o restaurante com luz natural. Tudo isso é comparável ao que existe de mais típico e representativo dessa época nos salões europeus.
A "belle époque" carioca, vivenciada pela alta sociedade nos séculos XIX e XX, continua intacta na charmosa confeitaria que abriu suas portas em 1894 e que teve como clientes nomes como Chiquinha Gonzaga, Rui Barbosa e Olavo Bilac. Além dos doces e salgados que seguem as receitas de outrora.
(Matheus e Roland Steiner, em 27-4-2007: cortesia do leitor "Paulo Sérgio")

10 maio 2007

[483] Tarde, mas a boas horas

"E também lá estava o André Freire. Começa a ser alergia (e eu sei que a afirmação é preconceituosa), mas foi irritante ouvi-lo estranhar, com o ar mais sério deste mundo, a possibilidade de se realizar um processo de equivalências sem a entrega prévia de um certificado com as disciplinas feitas noutra instituição. É legal e é possível, faz-se todos os dias e é aconselhável que se faça, instruir um processo com base em declarações sob compromisso de honra, condicionando a efectividade das conclusões do processo à futura comprovação dessas declarações. Faz-se em processos de transferências, entre instituições como entre planos de estudos, nas equivalências Erasmus, em candidaturas a ciclos de estudos subsequentes à licenciatura ou, como previsto nos respectivos regulamentos, nos concursos de bolsas FCT. Entre outras situações. Estar calado quando não se sabe de que se fala não é defeito…"
(Rui Pena Pires, "Discordâncias, repulsas e alergias", O Canhoto, 12-4-2007)
*
(Helena Matos, in Público, 10-5-2007, via Portugal dos Pequeninos)
*
Já me inscrevi e concluí dois cursos de licenciatura, uma pós-graduação, vários cursos de línguas e fui mestrando em dois cursos de mestrado, em vários estabelecimentos de ensino. Estranhamente, ou talvez não, nunca me bastou o compromisso de honra. Sempre tive de documentar as declarações que prestei relativamente aos requisitos habilitacionais.
Tendo por boa a opinião expressa por Pena Pires, ou não sou pessoa honrada, ou fui objecto de discriminação pelas secretarias desses estabelecimentos ou o compromisso de honra só se aplica a ex ou futuros primeiros-ministros.
Cada um acredita no que quer...

29 abril 2007

[482] As palavras, nem sempre sábias, dos outros (11)

Ser parcial por ter simpatias partidárias é humanamente aceitável, quiçá inevitável. Desejar que a oposição faleça é democraticamente perigoso, embora seja o sonho de muitos "democratas"...
Não é por acaso que a Inglaterra é o paradigma da democracia ocidental. Lá, há alternância e as liberdades não vêm só nos manuais.
(Núncio: comentário deixado aqui)

[481] Comunicação social ou parcial?

O problema é sempre o mesmo: o que achamos mal nos "outros", não nos repugna nos "nossos".
A conclusão lógica e intelectualmente honesta do inventário aqui feito - e que tenho por correcto e pertinente - era entender que, tal como os "outros" que vêm referidos, também agora "estes" querem controlar a comunicação social.
"Bem prega Frei Tomaz, faz o que ele diz, não faça o que ele faz..."
(comentário do blogger, deixado aqui)

26 abril 2007

[480] Os caminhos para as admissões

1. Se ultrapassar a segunda pessoa, toma o seu lugar, por isso será o segundo!
2. Se respondeu que passa a ser o penúltimo, está errado outra vez. Como é que se pode ultrapassar o ÚLTIMO corredor?
3. Chegou ao resultado de 5000? A resposta correcta é 4100. Se não acredita, verifique com uma calculadora!
4. Respondeu Nunu? Não, claro que não é. O nome dela é Maria. Leia a pergunta outra vez!
Bónus: Só tem que abrir a boca e pedir...

[479] Teste de aptidão mínima para a carreira política

Consiste em quatro (4) perguntas elementares e numa pergunta bónus.
O candidato deve responder instantaneamente. Não pode demorar mais do que 5 segundos.
NOTA MUITO IMPORTANTE: o objectivo deste teste é avaliar a inteligência do candidato a político (e não a sua esperteza!). Haverá quotas para a admissão. Só os 25% de Excelentes e/ou Muito Bons serão admitidos.
*
Primeira pergunta:
Está a participar numa corrida. Ultrapassa o segundo corredor. Em que lugar fica?
*
Segunda pergunta:
E se ultrapassar o último corredor, em que lugar fica?
*
Terceira pergunta (Nota: cálculo mental apenas. NÃO usar papel nem lápis nem calculadora):
Comece com 1000 e some-lhe 40. Agora some mais 1000. Agora some 30. Some mais 1000. Agora adicione 20. Agora some mais 1000 e ainda mais 10. Qual é o total?
*
Quarta pergunta:
O pai da Maria Albuquerque de Corrêa tem cinco filhas: 1. Naná, 2. Nené, 3. Nini, 4. Nonó. Qual é o nome da quinta filha?
*
Agora a pergunta bónus:
Um mudo vai a uma loja e quer comprar uma escova dos dentes. Imitando a acção de lavar os dentes, consegue fazer-se entender e fazer a compra. A seguir, um cego entra na loja e quer comprar um par de óculos de sol. Como é que indica o que quer?
*
(Cortesia do leitor "Zeca". Respostas num dos próximos posts. Quem quiser pode deixar os seus palpites na caixa de comentários).

21 abril 2007

[477] Sábado de "catch up"

(Pedro Picoito, "O meu incoerente apoio a Ribeiro e Castro", O Cachimbo de Magritte", 20-4-2007)

[476] As palavras dos outros (10): a nova doutrina do "politicamente cínico"

«(...) eu não defendo qualquer salomónica condenação do megacinismo, defendo a liberdade de se ter e defender ideias, mesmo que me sejam repulsivas. É ela a essência da liberdade de expressão e repito-o pela milésima vez: é o direito do outro pensar de uma forma que me parece no limite obscena e vergonhosa. Mas é assim a liberdade e qualquer criminalização do pensar e do dizer é liberticida.
A obsessão actual de criar sociedades "limpas" da violência, da mentira, da crueldade, do racismo, da xenofobia é um dos aspectos mais liberticidas em curso nas democracias ocidentais e tem vindo a agravar-se nos EUA e na Europa.
Do tabaco ao Holocausto, da pornografia ao fast food, dezenas de leis nos protegem do mal. Pode-se dizer que criminalizar a negação do Holocausto não é a mesma coisa que proibir fumar em público. De facto não é, é mais grave. Mas a atitude geral é a mesma absurda, prepotente, liberticida obsessão que nos chega do Estado e dos governos em obrigar-nos a "viver bem" e a "pensar bem", ou a ir para a prisão.»
(J. Pacheco Pereira, "Um mau caminho para a liberdade", Público, 21-4-2007)

20 abril 2007

[475] Termómetro social

Conversa entre dois amigos:
A- Andas muito desanimado, é importante que te animes!
B- Que vais fazer para tentar animar-me?
A- Nada, só tu te podes animar.

17 abril 2007

[474] Quem sou eu, quem sou eu?

[473] Serviço público - nunca é tarde!

"Live long enough to find the right one - AIDS: protect yourself."
(campanha publicitária internacional)

[472] Santo da casa...

O Benfica preparou para esta época, sob a direcção técnica de Fernando Santos, um "plantel" de futebol de 28 jogadores, que - reajustado a meio da temporada - ficou com 24.
Jogo após jogo (cerca de 40, no total), o treinador reduziu o campo de recrutamento dos "titulares" a 14. Os restantes 10 - quase uma equipa! - não tiveram qualquer participação relevante, nem negativa nem positiva. Para que foram contratados? Que rendimento proporcionam?
A equipa arrasta-se digna, mas penosamente até à parte decisiva da época. Santos esgotou-a. Jogadores esforçados, voluntariosos, empenhados (salvo raras excepções, como Derlei). Mas nenhum plantel de apenas 14 jogadores consegue, em parte nenhuma do mundo, aguentar uma época emocional e fisicamente desgastante (com presenças consecutivas na Liga dos Campeões e na Taça UEFA).
A equipa técnica tem, sozinha, mais de um terço dos elementos desse mini-plantel. Para quê? Treinos macios, pouca rotatividade, nenhum discurso inovador ou motivador ...
O SLB tem hoje, diga-se, uma gestão financeira e patrimonial de qualidade apreciável. Mas começam a ser incompreensíveis os erros sucessivos na gestão administrativa, comunicacional e, sobretudo, desportiva. Falta um director em quem o Presidente delegue a gestão do futebol. Alguém muito competente, discreto e totalmente dedicado.
O SLB deveria aprender a lição que a gestão de José Roquette, homem respeitável e trabalhador, deixou no Sporting: um clube desportivo não é uma empresa clássica. Os resultados que (mais) importam não são os da tesouraria, são os títulos...
*
Estive no estádio e considero-me um benfiquista inevitavelmente parcial, mas lúcido e exigente. Acho espantoso que o Público faça uma crónica do jogo desta noite sem dedicar uma única linha ao anti-jogo bracarense (a meio da 1.ª parte já havia jogadores caídos no relvado com "cãimbras" e "lesões") e à arbitragem muito pouco caseira de João Ferreira. Os jornalistas desportivos não têm curiosidade de ir analisar estatisticamente os resultados dos jogos do Benfica ajuízados por árbitros alegadamente simpatizantes deste clube (João Ferreira, Pedro Proença, Pedro Henriques, etc.)? Talvez se deparassem com surpresas interessantes...
(comentário do blogger à citada notícia do Público online)
*
A coisa não está famosa e sou o primeiro a ser muito crítico. Mas, no fundo, acho que muitos preferem a "chico-espertice" sofisticada do PC à simplicidade desconcertante de LFV. [O provincianismo é isto...]
(comentário do blogger deixado aqui)

16 abril 2007

[471] Boa semana!

Após cavar a 100 metros de profundidade em solo britânico, cientistas ingleses acharam vestígios de fios de cobre com cerca de 500 anos e concluíram que os seus antepassados já possuíam uma rede de telefones.
Na semana seguinte, para não ficarem atrás, os franceses cavaram 200 metros de profundidade nos subúrbios de Paris e a manchete dos jornais deles foi a seguinte: "Após escavar a 200 metros em solo parisiense, cientistas franceses encontraram vestígios de fibra óptica com 600 anos e concluíram que os seus antepassados já possuíam uma rede telefónica de alta qualidade".
Daí, os portugueses, dias depois, resolveram cavar 300 metros em terras portuguesas e logo os jornais de Lisboa noticiaram o seguinte acontecimento: "Após escavações a 300 metros de profundidade em solo lusitano e sem nada encontrarem, cientistas portugueses concluíram que os seus antepassados já utilizavam telemóveis há 700 anos!"

15 abril 2007

[470] Poesia dominical

"Reservo-me o domingo para a busca
receosa e teimosa da alegria.
Meu coração devia ser alegre
como um pássaro novo,
meu coração devia ser alegre
como o vinho ou o fogo
No entanto, onde está a alegria?
onde estão as sementes da alegria?
onde vive a alegria? No entanto,
pergunto às coisas e às gentes
de domingo onde está a alegria.
Mesmo que a não encontre
destino-lhe o domingo,
este e outros domingos,
este sol e outros ventos,
este mar e outras ruas,
estas mãos e estes olhos.
Assim acho razão para não estar triste."
(António Rebordão Navarro, "Reservo-me o domingo para a busca", in O Dia Dentro da Noite, Poemas: 1952 - 1982, INCM)

[469] O terror nos céus

"And here's what I fear: that for reasons of prestige they will build something even higher on the same spot, something that will spoil New York even more, that they will enter into some kind of absurd competition with the terrorists; and who will win in the end, the suicidal fanatics or an even higher Tower of Babel?"
- Václav Havel sobre o projecto de construção de uma "Torre da Liberdade" no ground zero, em Manhattan. New York Review of Books, 29 de Março de 2007
*
Brilhante a imagem de competição entre o mundo "livre" e o terrorismo, a ver aquele que constrói ou destrói arranha-céus, esse símbolo do neocapitalismo contemporâneo.
Curioso ninguém reparar que globalização rima com centralização, exploração, dominação, normalização e depressão. E que skyline não rima com ordenamento do território, espaços verdes, harmonia... "Small is beautiful", remember?

[468] Referendar o referendo

"O novo Tratado Constitucional, em versão mínima ou extensa, pouco importa, não pode ser ratificado por um Parlamento nacional. Muito simplesmente, os Parlamentos nacionais não têm legitimidade para o fazer.
(...) Quando chega a altura de aprovar Tratados Constitucionais ou ratificar uma nova Constituição, tal tarefa não pode caber aos órgãos que dependiam da ordem constitucional antiga."
*
Na "mouche"!
Mas tudo neles é coerente. Os "constituídos" nunca querem perder os poderes e o lugar que lhes atribui a "constituinte". O povo é manso, mas nunca se sabe...

14 abril 2007

[467] "Enterrem-se as más notícias!"

Com o folhetim "Canudo Dourado" no auge, notícias preocupantes como esta e esta ficam, infelizmente, "enterradas".

[466] Early saturday afternoon quotes

"Não ocorreria a ninguém ser operado por um [médico] estagiário. Mas ninguém se importa de ser governado por um conspirador de sótão, um secretário de Estado da Cultura ou um ministro do Ambiente."
(Vasco Pulido Valente, Público)
*
"Est autem fides creder quod nondum vides; cuius fidei merces est videre quod credis."
("Fé é acreditar naquilo que não vês. A recompensa da fé é ver aquilo em que acreditas.")
(St. Aurélio ou Agostinho de Hipona, 354-430 D.C., "Sermones": 43, 1, 1)
*
"Quae volumus et credimus libenter, et quae sentimus ipsi, reliquos sentire speramus."
("Acreditamos firmemente naquilo que desejamos e esperamos que os outros pensem aquilo que nós próprios pensamos.")
(Gaius Julius Caesar, 100-44 A.C., "Commentarii de bello civili": II, 27)

[465] Perigos e equívocos

"Não sei se Sócrates sairá ou não mal deste caso, mas o chamado jornalismo 'de referência' não sai decerto melhor"
(Manuel António Pina, "Jornal de Notícias", 12-4-2007, via
Público online, 13-4-2007)
*
Aqui temos a prova de que os senhores conselheiros do Supremo Tribunal de Justiça (que tiraram o acórdão que condenou o diário «Público» a uma indemnização de 75 mil euros ao Sporting Clube de Portugal, por - apesar de se ter confirmado a veracidade da notícia publicada - o STJ entender que dela resultou «uma afectação negativa do crédito e do bom nome» do Sporting) não estão, afinal, sozinhos.
Não importa se as notícias sobre a formação académica do Primeiro-Ministro são verdadeiras (e se, em consequência disso, José Sócrates pode sair-se mal deste caso). O que parece, para alguns, é que o dito "jornalismo de referência" deve ser manso e subserviente, não publicando notícias embaraçosas, ainda que verdadeiras.
*
Embora com argumentário diverso (e menos parcial), também discordo de Tomás Vasques e Paulo Gorjão, dos mais interessantes bloggers da actualidade.
Deste, discordo frontalmente da redução do caso à legalidade e lealdade. Como sabemos, quantas vezes o respeito da legalidade é meramente formal?
Do primeiro, concordo com as conclusões; discordo dos fundamentos. De facto, e ao contrário do que pensava Santana Lopes, a eleição é sempre fonte de (re)legitimação. Mas as dúvidas sobre o grau académico do primeiro-ministro não são questões "acessórias" sobre "o seu estilo pessoal". A integridade e a coerência são questões de carácter e de credibilidade.
Dizer que "Não votei por ele ser engenheiro técnico civil, engenheiro ou licenciado em engenharia, como não votei por tal grau académico ter sido obtido na Universidade Clássica, na Católica ou na Moderna" é desconversar. Não é a qualidade da formação académica que está em causa. É a forma (censurável ou não) como ela foi obtida. Princípios como os da igualdade de oportunidades e da igualdade de tratamento para todos não são mero repositório teórico-académico das democracias. Ou são?
Como também é muito falacioso reduzir este triste episódio ao caso "Monica Levinsky's Blowjob". Nada os liga, a não ser os lugares exigentes e privilegiados que ambos os protagonistas ocupa(ra)m. No primeiro, tratava-se de aspectos da vida sexual, que é do foro mais íntimo do ser humano (logo, também, dos políticos) e, por isso, insusceptíveis de escrutínio público (a não ser em casos patológicos ou ilegais). Nessa medida, o ataque a José Sócrates durante a campanha eleitoral está próximo, esse sim, do referido ataque a Clinton.
Neste momento, atacar José Manuel Fernandes ou o Público e restringir o jornalismo de referência a matérias neutras, incolores, inodores, meramente técnicas, é que é afectar perigosamente as liberdades de expressão e de imprensa - fundamentais num Estado de Direito democrático - e afastar a discussão da ética política de Portugal. Os fins não justificam os meios!
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ADENDA: Mas já concordo inteiramente com o que se diz, em 15-4-2007, aqui, ainda no "Hoje há conquilhas, amanhã não sabemos": "Citações".

13 abril 2007

[464] Viegas e Viegas

«Quer queiram, quer não, é este o monstro que está a crescer sociologicamente entre nós. É um monstro cheio de auto-satisfação socialista e de resignação no eleitorado do centro-direita. Tanto a auto-satisfação como a resignação deram, ao longo da história, maus resultados. A ideia de que estamos diante do “fim da história”, uma etapa em que os conflitos se diluem, em que as ideologias perdem significado, em que “não há outro caminho”, não é uma catástrofe. Mas é inquietante pelo que permite»
(Francisco José Viegas in Jornal de Notícias, 2-4-2007, via aqui)
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«Nada disto é anormal, portanto. Ou seja, o governo actual é, para Sócrates, uma espécie de fim da história. Esta mensagem fica. Cometer um erro? Normal. Haver questões de carácter? Normal; quem não tem? De alguma maneira, a normalidade é uma anestesia que se espalha por todo o lado.»
(Francisco José Viegas in Origem das Espécies, 11-4-2007)

08 abril 2007

[460] Easter Sunday evening: palavras soltas, mas firmes

"Não sou cristão e muito menos católico. Mas não deixa de ser triste a trivialidade em que se tornou a vida. A Páscoa, para algumas pessoas, dividia o ano. Agora é um pretexto para viajar."
(Vasco Pulido Valente, Público, 8-4-2007)
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"Mata-se facilmente, põe-se, imprudentemente, a própria vida em perigo, a morte tornou-se um fenómeno clínico, a própria dor da morte se dilui em cerimónias fúnebres mais marcadas pelos hábitos culturais do que pela vivência da densidade da vida."
(D. José Policarpo, Cardeal-Patriarca, Público online, 8-4-2007)

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