Terapia política. Introspecção psicossocial. Análise simbólica.
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11 outubro 2009

[1036] Late Sunday morning: pensamento do dia eleitoral

É esta falta de respeito pelas instituições e pelos seus titulares, esta revolta mansa de quem acha que somos todos iguais e “eles” também o são que menoriza a nossa cidadania, tornando-nos acríticos, nuns casos, e inconsequentes, noutros.
(deixado também aqui)

28 maio 2009

[872] As palavras dos outros (41): geração "marketista"?

«(...) Na verdade pensar que Sócrates merece ser chamado de fascista até é um elogio, dá a entender que ele é alguma coisa que termine em ista, e que vem de uma coisa que termina em ismo. Fascista, comunista, socialista, alguma coisa que implique um conjunto ordenado de posições, isso não é com ele, nem com a sua geração. Há demasiado ensino a martelo, demasiadas juventudes partidárias, demasiada carreira intra-partidária, demasiado yuppismo (bom, neste caso é um ismo...) para ser alguma coisa de ideológico.
Sócrates a quem este “momento Chávez” correu mal, saiu pela porta dos fundos às pressas porque não é muito da escola de Mário Soares e não confronta as situações, logo perde-as sempre. Soares que foi mais feito pela vida do que pela propaganda era, para adoptar a peculiar linguagem “artística” da Escola António Arrioio, “coragista”, tinha “coragismo”. Sócrates é “marketista”, tem “marketismo”. Espero que da próxima vez que for à escola António Arroio, os “artistas” da casa em vez de lhe chamar “fascista” que é uma asneira e um abuso, lhe chamem “marketista” que é uma verdade como um punho. Como aquele que havia no símbolo do PS antes da rosa.»
(J. Pacheco Pereira, Opinião, "Governo fascista é a morte do artista", Sábado on line, 28-5-2009)

03 abril 2009

[836] Este país não é para mim

Para se escrever sobre política internacional, ética republicana, fiscalidade, justiça, política cultural ou desportiva é preciso ter um pensamento sobre essas (ou outras) matérias. Quem é militante do pragmatismo e advoga o culto da personalidade não tem nada para dizer a não ser "l'état c'est moi".
(Núncio, comentário a "E por cá?", Paulo Gorjão, Vox Pop, 1-4-2009)

21 abril 2007

[476] As palavras dos outros (10): a nova doutrina do "politicamente cínico"

«(...) eu não defendo qualquer salomónica condenação do megacinismo, defendo a liberdade de se ter e defender ideias, mesmo que me sejam repulsivas. É ela a essência da liberdade de expressão e repito-o pela milésima vez: é o direito do outro pensar de uma forma que me parece no limite obscena e vergonhosa. Mas é assim a liberdade e qualquer criminalização do pensar e do dizer é liberticida.
A obsessão actual de criar sociedades "limpas" da violência, da mentira, da crueldade, do racismo, da xenofobia é um dos aspectos mais liberticidas em curso nas democracias ocidentais e tem vindo a agravar-se nos EUA e na Europa.
Do tabaco ao Holocausto, da pornografia ao fast food, dezenas de leis nos protegem do mal. Pode-se dizer que criminalizar a negação do Holocausto não é a mesma coisa que proibir fumar em público. De facto não é, é mais grave. Mas a atitude geral é a mesma absurda, prepotente, liberticida obsessão que nos chega do Estado e dos governos em obrigar-nos a "viver bem" e a "pensar bem", ou a ir para a prisão.»
(J. Pacheco Pereira, "Um mau caminho para a liberdade", Público, 21-4-2007)

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