Terapia política. Introspecção psicossocial. Análise simbólica.
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19 junho 2010

[1179] As palavras dos outros (84): e a França aqui tão perto...

«Dominique de Villepin associa o Presidente da República [Sarkozy] à "descida de nível da política" e denuncia "o espírito de corte, tudo o que corrompe o espírito nacional e a própria ideia de interesse nacional".»
("Dominique de Villepin lança hoje o movimento República Solidária", 19-6-2010, aqui)

03 junho 2009

[881] O Benfas é o maior, mai nada!

Tem razão no que diz ["Os Portugueses têm uma dose de paciência enorme, ou de mediocridade"], embora tal percepção nos leve a um pessimismo militante (do tipo do Vasco Pulido Valente ou de Maria Filomena Mónica) que também devemos evitar.
Sabe, o que mais me confunde é esse espírito acrítico e apático que impera na na sociedade em geral e na vida associativa em particular. Se eu fosse militante ou simpatizante de um partido político, não me contentaria com a mediocridade; haveria de querer o melhor líder possível para o meu partido e, através dele, para o meu país.
Infelizmente, o que constato é que os militantes e, em geral, os eleitores se satisfazem com pouco e, pior, batem palmas a todos, mesmo aqueles que destroem ou descaracterizam o seu partido!
(Núncio / Portugal Real, comentário a "Uma caixa de Pandora", Expresso on line, 2-6-2009)

02 fevereiro 2008

[544] É Carnaval, ninguém leva a mal...

«Portugal e os portugueses têm o que merecem e ainda é pouco!
Pena que, no meio desta mediocridade e apatia, reste meia dúzia de pessoas íntegras, decentes, superiores, que prestigiam os seus nobres antepassados, mas que estão claramente "fora de cena"...»
(Núncio, em comentário deixado aqui: «Sócrates acumulou subsídio de exclusividade como deputado com funções privadas», Público online, 2-2-2008)
*
«O entendimento que o PÚBLICO tem dos seus deveres jornalísticos é o mesmo que tem sido repetidamente adoptado em sentenças do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem: o controlo público das figuras públicas é central na vida política em liberdade. De resto foi também esse o entendimento do nosso Ministério Público quando decidiu arquivar a queixa que o primeiro-ministro fez contra o autor do blogue “Do Portugal Profundo” a propósito do que este publicara sobre as condições em que José Sócrates completou a sua licenciatura.
Escreveu a 10 de Dezembro de 2007 a procuradora-geral adjunta Cândida Almeida: “Quem desempenha funções de órgão de soberania sujeita-se a ver a sua actividade profissional eou institucional sindicada pelos cidadãos”. Poderíamos multiplicar os exemplos de políticos, e até de altos-funcionários, que noutras democracias tiveram de se explicar sobre factos ocorridos décadas antes.»
(José Manuel Fernandes, Editorial, Público, 2-2-2008)
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E Cavaco onde anda? A brincar ao Carnaval, mascarado de Presidente da República?

06 dezembro 2007

[523] Normalization is stupid!

«(...) o argumento de que ele [Rodrigues dos Santos] não pica o ponto e trabalha pouco é ridículo. O segredo da gestão de pessoas não é tratar todas da mesma maneira – é procurar retirar de cada uma o que de melhor tem para dar. No caso de um bom pivô, o valor que representa para uma estação não são as horas que possa passar ou não passar na redacção – é o seu desempenho perante as câmaras. A exigência a todos do cumprimento dos mesmos horários (por vezes desadequados à função) leva à burocratização das redacções e à perda de criatividade e eficácia.
O segredo das grandes redacções não é a imposição de uma disciplina militar – essa é a lei dos medíocres; o segredo das grandes redacções é exigir trabalho de qualidade e bons desempenhos em todas as áreas. É esta a disciplina que hoje interessa. Num trabalho manual, a produtividade de um trabalhador está directamente relacionada com o número de horas que passa na fábrica; no jornalismo, a produtividade não tem nada que ver com o número de horas passadas na redacção. Um jornalista pode passar muito tempo na redacção e não produzir nada de jeito, e outro pode lá estar pouco tempo e ser um trunfo da estação. Para os telespectadores, o que interessa é o desempenho de Rodrigues dos Santos a apresentar o Telejornal – não são os seus horários. É essa a sua mais-valia para a televisão pública. Que estupidamente a RTP vai perder.»
*
Sou funcionário público vai para 14 anos. Já exerci funções técnicas e dirigentes. Toda a minha vida tem sido dedicada, modesta, mas empenhadamente, ao serviço público, afirmando a força das políticas públicas, rejeitando a excessiva procedimentalização, estimulando a autonomia, flexibilizando horários e relativizando "formatos".
Acho absolutamente estúpida a obsessão pelo "correcto" (política, social ou administrativamente), a redução de toda a actividade a regulamentos e manuais de procedimentos, o controlo do acessório (indumentária) e do quantitativo (tempo) em vez da apreciação do principal (honestidade) e do qualitativo (competência). Prejudica a diferença; afecta a complementaridade; institui a normalização de produtos, atitudes, pessoas; nivela à mediocridade, alimenta o tráfico de influências.
Quando vamos deixar de ser estúpidos?

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