Terapia política. Introspecção psicossocial. Análise simbólica.
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29 novembro 2009

[1065] As palavras dos outros (65): a busca insana pela estética ideal

«Uma coisa é saúde, outra é obsessão.
Hoje, Deus é a auto-imagem. Religião é dieta. Fé, só na estética. Ritual é malhação [ginástica].
Amor é cafona [piroso]. Sinceridade é careta [antiquado]. Pudor é ridículo. Sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção. Roubar pode, envelhecer não. (...)
Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda. Nada mais importa.
Não importa o outro, o cole[c]tivo. Jovens não têm mais fé nem idealismo nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada. (...)
Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. (...)
Que o amor sobreviva.»
(Herbert Vianna, cantor e compositor brasileiro; enviado por e-mail: cortesia do leitor papasierra196)
*
«Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?»
(autor desconhecido numa pergunta levantada num congresso de desenvolvimento sustentável; enviado por e-mail: cortesia do leitor papasierra196)

28 janeiro 2008

[539] A idade da inocência

"Mais do que o culto da juventude (quantas vezes a idade emocional desmente a idade cronológica!) e do que o medo da morte (sempre se morreu em qualquer idade, além de que os crentes na reencarnação não têm esse medo), o que ocorre nos nossos dias é a ditadura tecnológica que, essa sim, elimina os mais velhos.
É por causa dela que, aos 40, se é demasiado velho para trabalhar e demasiado novo para dormir..."
(Núncio, em comentário deixado aqui: "A idade", in (A)variações, 23-1-2008)

09 maio 2006

[279] Estereótipos dos tempos pós-modernos

«David Simões (...) não pareceu admirado com o facto dos seus dois modelos se terem apaixonado. “São os dois jovens, bonitos e descomprometidos. Têm a minha bênção”, rematou o ex-manequim.»
(Alexandra Ferreira, Correio da Manhã, Vidas, 6-5-2006: os sublinhados são nossos)
*
Simples. Uma simples frase reproduz paradigmaticamente o culto (preconceituoso) da juventude e beleza (físicas) que, sobretudo no mundo da moda, subjuga modelos e consumidores. Como se para amar fosse preciso ser jovem e bonito...

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