Terapia política. Introspecção psicossocial. Análise simbólica.
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19 setembro 2012

[1396] Confessionário (8): tem a certeza de que é democrata?

Ter actuação cívica e fazer Política não se pode confundir com ofensas a titulares de cargos políticos. A res publica é gerida pelos representantes do povo. Ofendê-los é apoucar o próprio povo. Falta cultura democrática e política para perceber isso. Receber um prémio das mãos de um titular de cargo político é como recebê-lo das mãos do povo, dos concidadãos e dos pares contribuintes. Assim sendo, verdadeira coerência seria rejeitar o prémio.
(Núncio, comentário a "Maria Teresa Horta recusa receber prémio literário das mãos de Passos Coelho", Público on line, 19-9-2012)

11 dezembro 2010

[1293] As palavras dos outros (100): o fundamento democrático

«Temos de ter consideração que os partidos são indispensáveis à democracia, mas que a democracia não foi feita para os partidos, os partidos é que foram feitos para a democracia.»

12 junho 2010

[1177] Dúvidas nada metódicas

O problema das sociedades secretas, das irmandades, dos grupos de interesses, das reuniões reservadas, dos clubes restritos não é de ordem legal nem estatutária (pelo menos, teoricamente). É de ordem democrática. Não têm mandato nem são objecto de escrutínio. Mas influenciam, condicionam, decidem. Em nome de quem e de quê?
Os eleitores designam membros do Bilderberg ou concidadãos seus? Os deputados são membros de partidos ou irmãos pedreiros? A lealdade impõe-se em Lisboa ou em Genebra?

24 maio 2009

[871] O cartão de visita

Os políticos são os representantes dos seus povos. Não se pode exigir que sejam melhores do que eles, pois frequentaram as mesmas escolas, comeram os mesmos pratos, conviveram com as mesmas pessoas.
A maioria dos portugueses aprecia gente "esperta" e expedita. Gente que ultrapassa pela faixa da direita, que declara sempre auferir o salário mensal mínimo e que não vai ao teatro porque é caro, mas vai à cervejaria comer marisco.
(...) gostaria de pensar que honro os meus antepassados e sou digno de algum apreço e consideração. Tenho 25 anos de estudos básicos e superiores. Fiz dezenas de exames escritos e orais, em provas públicas e salas abertas. Fui trabalhador-estudante e nunca me foi concedida a oportunidade de fazer exames em casa e nunca tive o mesmo professor a mais do que duas cadeiras. Sou pós-graduado e mestrando. Falo várias línguas estrangeiras.
Não é por isso que sou candidato a deputado ou primeiro-ministro. Não tenho militância partidária nem sindical. Mas certamente se fosse, algum "politólogo" ou comentador iria achar que não sou bonito nem esbelto e que não tenho currículo académico ou profissional suficientes. Porque ser maçon, da Opus Dei ou de Bildenberg é recomendação bastante.
(Núncio / Portugal Real, comentário a "Ferreira Leite: "É impossível transformar Sócrates em Obama", 24-5-2009)

18 junho 2008

[613] As palavras dos outros (19): Estado vulnerável

«"(...) estão a protestar contra o Governo e o Estado, mas, também, contra os que, aparentando representá-los, de facto não o fazem."

Penso que é esta a frase-chave do presente artigo e da situação da sociedade política contemporânea, deveras preocupante. Os eleitos deixaram de representar os cidadãos eleitores, o interesse comum, e não são mais do que representantes de facções partidárias, grupos de pressão, seitas religiosas, empresas multinacionais, clubes de futebol, sindicatos, sociedades secretas, etc. A fragmentação do Estado começou nos parlamentos... »

(Núncio, em comentário a Pedro Adão e Silva, "A vulnerabilidade do Estado", Diário Económico on line, 17-6-2008)

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