Terapia política. Introspecção psicossocial. Análise simbólica.
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12 junho 2010

[1177] Dúvidas nada metódicas

O problema das sociedades secretas, das irmandades, dos grupos de interesses, das reuniões reservadas, dos clubes restritos não é de ordem legal nem estatutária (pelo menos, teoricamente). É de ordem democrática. Não têm mandato nem são objecto de escrutínio. Mas influenciam, condicionam, decidem. Em nome de quem e de quê?
Os eleitores designam membros do Bilderberg ou concidadãos seus? Os deputados são membros de partidos ou irmãos pedreiros? A lealdade impõe-se em Lisboa ou em Genebra?

05 fevereiro 2010

[1090] Manel, o serventuário

Muito fácil de resolver: Manuel Salgado não concorria [em 2007] à vereação da Câmara onde tinha vários projectos pendentes de aprovação ou em execução!
O problema é esse mesmo: achamos que é normal, que podemos concorrer a tudo, ocupar vários lugares, defender todos os interesses, que nunca estamos impedidos, que as acumulações são aceitáveis, que ninguém está obrigado a explicar nada…
Tudo bons rapazes, afinal! “E o ruim sou eu!”
(Núncio, comentário a "Enfim, o legado", vida breve, 29-1-2010)

10 outubro 2009

[1033] Todos bons rapazes

Está a referir-se certamente a Itália, onde nem os primeiros-ministros donos de um império mediático escapam à Justiça…
Ou talvez ao Reino Unido, onde os ministros se demitem, sem ninguém lhes pedir, por os seus cônjuges terem incluído a compra de filmes pornográficos nas despesas de representação da mulher…
Ou aos EUA, onde os jornais pedem desculpa, em editorial, sempre que publicaram inverdades ou calúnias (para além de indemnizarem generosamente os visados).
Ou ao Brasil, onde todos sabem que o seu vizinho é pedreiro-livre (à porta está o compasso e o esquadro, brilhantes, a melhor das declarações de interesse do cidadão).
Em Portugal, não há declarações de interesse de políticos, jornalistas, sindicalistas, empresários, gestores públicos. Nenhum é da Maçonaria, do Opus Dei, do Bilderberg, dos Illuminati, da Carbonária, do LGBT. Nada. Todos livres e independentes. Todos bons rapazes…

18 julho 2008

[641] Cala-te e segue-me!

«Obrigado pelo seu comentário. É bom poder discordar. É liberdade de pensamento e de expressão!
No entanto, há aqui um grande equívoco. Em momento nenhum da minha reflexão me referi a MFL ou JS.
A mim interessa-me pouco a côr e o corte dos fatos. Nem o nome de modelos ou estilistas. Não visto roupa de marca nem viro casacas. Não sigo ninguém cega e acriticamente. Nem a mim próprio.
Voto na ética. No carácter. No sentido de Estado. No altruísmo de governar para uma Nação. Sem grupos de interesse nem sociedades secretas por detrás.»
(Núncio, "Menezes ataca Ferreira Leite", Expresso on line)

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