Terapia política. Introspecção psicossocial. Análise simbólica.
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11 junho 2010

[1175] Janela indiscreta (3): perguntas pouco retóricas

E V. Ex.ª, Sr. Primeiro-Ministro, qual vai ser o sacrifício que, em nome da austeridade, vai impor a si mesmo? Redução do salário? Diminuição do n.º de assessores?
E que outras medidas de redução do peso do Estado vai propor? Emagrecimento do governo (ministérios, secretarias de Estado, gabinetes, unidades de missão, agências, etc.)? Deslocações em transportes públicos? Extinção e fusão de empresas públicas e institutos públicos? Eliminação de eventos, brochuras, publicidade, campanhas inúteis ou fúteis?
Todos anseiam pelo PEC III. Depois dos consumidores (IVA) e dos trabalhadores por conta de outrém pertencentes à classe média (IRS), que tal um conjunto de medidas para altos cargos políticos e alta administração do Estado?

26 outubro 2006

[379] A crise em Portugal, vista pelos deputados

Na edição do "Diário de Notícias" de 20 de Outubro de 2006 vem, na página 4, uma pequena, mas muito interessante, notícia.
Reza a mesma que a Assembleia da República aprovou no dia anterior, em plenário, o seu próprio Orçamento para 2007, do qual faz parte uma verba total para "obras de remodelação das bancadas e do sistema de ar condicionado" de mais de 3 milhões de euros (cerca de 600.000 contos na moeda antiga).
Se aqui começamos a ficar no mínimo indignados, o pior está, no entanto, para vir: para adaptação do sistema de votação electrónica dos deputados (sistema esse que existe há muito pouco tempo), o Estado prepara-se para gastar, pasme-se, um milhão e cem mil euros!
(adaptado da notícia reportada pelo leitor "pedro", por correio electrónico)

14 maio 2006

[289] Sete palmos de terra

"A necessidade de cortar gastos públicos é uma razão extremamente válida para a decisão de concentrar maternidades, escolas ou hospitais."
(J. C. Dias,"O Juiz Orçamentista", Blasfémias, 14-5-2006)
*
Leio e não acredito. Fico perplexo e belisco-me!
Então, a centralização dos serviços públicos (tendo em vista a redução de custos) é o novo modelo de governação? E é o mesmo Governo que pretende implantar a regionalização (sem ou antes do referendo, mas disso falaremos noutra altura) que, ao mesmo tempo, centraliza serviços, concentra competências e colabora na desertificação do interior?
Nah, devo estar louco...
[ADENDA: Já que o Estado não tem meios para assegurar uma vida condigna aos habitantes do interior, porque não se arrenda metade do país a Espanha? Ou, menos mal, "externaliza" todos estes serviços ao simpático e generoso Patrick Monteiro de Barros?]
(Núncio, comentário ao post acima referido)

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