Terapia política. Introspecção psicossocial. Análise simbólica.
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05 abril 2012

[1386] Janela indiscreta (16): Amor a Portugal

Se os ex-Presidentes da República são verdadeiros patriotas e têm amor sincero ao país que serviram por que não abdicam das regalias que a lei lhes concede?
A um general na reserva, um ex-primeiro-ministro e um advogado reformado não basta o seu próprio património?
(a propósito de "Soares: Estado não lhe paga as multas", Sol, 5-4-2012)

14 janeiro 2009

[755] As palavras dos outros (29): sorria, você está a ser anestesiado!

«As "Reflexões" não eliminam o sentido crucial dos problemas, mas também não indicam, ou sugerem, como seria natural, o combate ideológico contra a ideologia que intimida os governos e os intima a praticar regras unilaterais. Há, em tudo isto, uma perversão moral que condiciona o comportamento ético. O texto de Sampaio é omisso nestes aspectos, e percorre-se em generalidades. E talvez devesse ser, pelo estatuto e pelo passado do autor, nesta desordem e nesta perturbação, um aviso de que as abdicações não são o caminho para o resgate das servidões. A desmobilização cívica do País é uma das consequências da ausência da instância Estado, da falta de comparência de um ideal de libertação (sim, de libertação) que nos empolgue. E é, igualmente, a descaracterização ideológica dos partidos, essa base lógica que explica e justifica as grandes conquistas dos trabalhadores no imediato pós-guerra. Quando um estudo revela que os portugueses são o povo europeu que menos ri ou sorri, o caso pode animar solertes comentadores do óbvio - mas não deixa de ser significativamente pesaroso. Já ninguém vai "contra os canhões marchar, marchar". Estamos marcados pelo mais atroz niilismo e identificados com o mais absoluto indiferentismo.»
(Baptista Bastos, "As 'reflexões' de Sampaio", DN, 14-1-2009: sublinhado nosso)

08 janeiro 2009

[751] Fique, por favor fique!

Um comentário pouco sério [o de Rodrigo Moita de Deus, aqui].
Cavaco Silva fartou-se tanto que ficou 10 anos (no que é, em democracia, o mandato mais longo) e agora é Presidente da República!
António Guterres, ainda assim, esteve seis anos e só saiu porque antecipou, inteligentemente, que o PS já não o queria (a começar pelo actual secretário-geral). Talvez regresse um dia e se instale em Belém... se o PS deixar!
Durão Barroso foi hipnotizado pela ambição e objecto de uma grande jogada ainda hoje pouco explicada pelos "media"... Ou acham que a coligação negativa e oportunista que não se opôs à sua nomeação se juntou por acaso?
O que o Rodrigo não disse, e deveria ter dito, é que, se fossem seguidos os mesmos critérios de Jorge Sampaio para a dissolução do Parlamento, a presente legislatura já teria terminado por idênticas ou outras "trapalhadas"...
(Núncio, comentário a "um homem feliz", 31 da Armada, 7-1-2009)

26 abril 2008

[571] Um pouco de decência, se faz favor!

Como a poderão atacar [Manuela Ferreira Leite] aqueles que, quando Jorge Sampaio quase suplicou ao PSD que a indicasse para suceder a Durão Barroso, preferiram embarcar numa aventura sem bilhete nem destino?
É que as escolhas têm consequências e o preço dessa viagem foi bem caro!
(Núncio, em comentário a este post)

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