Terapia política. Introspecção psicossocial. Análise simbólica.

31 maio 2008

[593] Avaliada, eu?!

«Interessante é ver como em Portugal um Professor que NUNCA FOI AVALIADO chega ao topo da Carreira Docente (Ministra da Educação!) e se põe a disparar em todos os sentidos contra os Profs. não avaliados. Vejamos, a Dr.ª Maria de Lurdes tirou o antigo 5.º (actual 9.º!) ano e ingressou no Magistério Primário (naquele tempo, eram dois anos de curso). Deu aulas na Primária até se inscrever no ISCTE (com o 5.º ano + 2 anos de Mag. Primário!). Ao fim de 5 (CINCO) anos de estudos em curso nocturno sai com um DOUTORAMENTO que lhe permitiu dar aulas (?!) no ISCTE, por acaso onde o sr. Engenheiro fez a pós-graduação (mestrado?) a seguir à 'licenciatura' da UNI. Digam lá que não lhe deu um certo jeito nunca ser PROFESSORA AVALIADA!
Do outro lado da barricada, também era CONTRA a avaliação dos Professores, não era Dr.ª Maria de Lurdes? Pelo menos o seu ex-Professor Iturra diz que sim... e ainda nenhum ex-aluno veio aqui para os fóruns gabar-lhe os dotes docentes! Não teremos mesmo melhor? Os professores poderão lidar com os alunos como a Sr.ª lida com os professores? Exigir-lhes tudo ensinando pouco e com tão parco exemplo?»
(Teresa Soares, Centro de Competência da Universidade de Aveiro: por email, cortesia da leitora "cachopa")

[592] Uma questão de nível

«Não são só os eleitos que têm falta de nível... Infelizmente, a alguns eleitores também lhe falta. Não esqueçamos que a qualidade de uma democracia faz-se com o nível de ambos e se certos políticos têm assumido funções de que não são dignos, isso não se deve apenas ao jogo partidário, mas à falta de exigência ética e cívica de muitos eleitores ao exercer o seu direito/dever de voto e ao comentar a situação e as personalidades políticas.
Ofender e ridicularizar pessoas só porque não são jovens ou bonitas é do mais rasteiro que há. Protesto veementemente contra a falta de um código de conduta a ser seguido pelos leitores.»

29 maio 2008

[591] Afinal, telegenia (ainda) não é tudo!

«O que parece esquecer é que ser-se credível não é um acaso, mas uma qualidade pessoalíssima que significa para quem a tem, e a mantém, um capital próprio amassado ao longo da vida.»
(M.ª José Nogueira Pinto, "As escolhas do PSD", DN, 29-5-2008)
*
«(...) há pessoas que nem precisam de falar, a sua vida fala por elas e é por falarem pouco e trabalharem muito que criam um elo com os eleitores (...)»
(Núncio, "O virtuoso silêncio", O Divã de Maquiavel, 11-5-2008)

27 maio 2008

[589] Verde desmaiado?

«O Sporting, sem estar sozinho, apresenta-se nesta encruzilhada. Em Alvalade, o futebol pouco ou nada se discute. Nos últimos anos, o foco das conversas está nas nuances dos projectos financeiros, dos passivos, das negociações com os bancos, dos serviços das dívida, das taxas de juro, das operações de venda de património, sob a falácia de que tudo isso é necessário para não comprometer (ainda mais) a capacidade competitiva dos plantéis que, neste ambiente, são tratados como uma minudência. E uma grande chatice.
Há quem assuma, em círculos fechados, que os mais velhos têm de se conformar com as novas realidades. Adeus, Sporting. Foste uma grande instituição. Atlética e ecléctica. Virada para os seus técnicos e atletas. Agora, são os negócios e a engorda do monstro SAD que há-de rebentar de tanto comer. Uns vão ficar ainda mais ricos, potenciando a riqueza dos seus parceiros ou patrões e hão-de retirar-se na hora certa, convictos de que cumpriram o seu dever, cansados, afinal, de tantas incompreensões e críticas.
Por este andar, não é só a despedida de uma ideia de “devoção e glória”. É o prenúncio da extinção. Histórica.»
(Rui Santos, "Adeus, Sporting", Record on line, 27-5-2008)

[588] É só fazer as contas...

«Não posso dizer que tenha ficado surpreendido com o Relatório da União Europeia (Eurostat) e o trabalho, coordenado pelo Prof. Alfredo Bruto da Costa, do Centro de Estudos para a Intervenção Social (CESIS), intitulado "Um olhar para a pobreza em Portugal", divulgados há dias, que coincidem em alertar para o facto de a "pobreza e as desigualdades sociais se estarem a agravar em Portugal". Surpreendido não fiquei. Mas chocado e entristecido, isso sim, por Portugal aparecer na cauda dos 25 países europeus - a Roménia e a Bulgária ainda não fazem parte da lista - nos índices dos diferentes países, quanto à pobreza e às desigualdades sociais e, sobretudo, quanto à insuficiência das políticas em curso para as combater.»
(Mário Soares, "Pobreza e desigualdades, DN, 27-5-2008)
*
Entre 1995 e 2008, Portugal teve governos do PS (sempre sozinho, em maioria relativa e absoluta) e do PSD (em coligação com o CDS/PP, entre 2002 e 2005), chefiados sucessivamente por António Guterres (seis anos e meio), Durão Barroso (dois anos e meio), Santana Lopes (seis meses) e José Sócrates (três anos e meio).
Jorge Sampaio (PS) foi presidente da República durante dez anos (1996-2006), exercendo Cavaco Silva o cargo desde então (há dois anos).

[587] A mais nova dos velhos

«Manuela Ferreira Leite inspira-me confiança. Traz uma riqueza rara para a política e até para a acção empresarial onde estou: podemos e devemos levar a sério cada palavra e cada número de cada promessa que fizer. É o paradigma da previsibilidade. Depois de Cavaco Silva, não aparecera ninguém como ela.
Um político assim pode não ser novo, mas é diferente. Nem sequer é inovador, é alternativo.
O modo como Manuela Ferreira Leite actua politicamente é alternativo relativamente à forma como se faz política usualmente.
Acredito que o país vai apreciar mais os arrepios das suas verdades do que a sonolência dos usuais "sound bites".»
(António Pinto Leite, "O dia seguinte", Expresso on line, 26-5-2008)

24 maio 2008

[586] Preferem uma caldeirada de peixe?

"Pouco esclarecedor? Em cerca de 50 minutos, ficou tudo claríssimo!
Patinha irrealista e descontextualizado, Passos bem-intencionado mas inconsistente, Santana renovado mas superficial, Ferreira Leite sóbria e incisiva.
Sereno e civilizado o debate, moderadora imprecisa e deslocada.
Continua pouco esclarecido?"
(Núncio, em comentário a "Debate pouco esclarecedor", Direito de Opinião, 24-5-2008)

23 maio 2008

[585] Com a verdade me enganas...

"Eleições no PSD - Sócrates 'prefere' Ferreira Leite:
Socialistas consideram que a ex-ministra das Finanças seria a adversária ideal para Sócrates nas legislativas de 2009."
*
Sim, claro que sim. É por ser a adversária ideal que do "baú" das políticas de esquerda já começaram a ser retiradas as medidas sociais "mágicas". Mas, atenção, para haver espectáculo é preciso ter plateia...

22 maio 2008

[584] Portugal desigual

"UE/Social: Relatório aponta Portugal como campeão da desigualdade na repartição de rendimentos:
Portugal foi hoje apontado em Bruxelas como o Estado-membro com maior disparidade na repartição dos rendimentos, ultrapassando mesmo os Estados Unidos nos indicadores de desigualdade."

18 maio 2008

[583] Luz pálida

Um indivíduo entra numa pastelaria e diz:
- Bom dia. Quero um café à Benfica !
O empregado, confuso, pergunta:
- À Benfica ??? Sei tirar uma italiana, um pingado, um cimbalino, mas agora um café à Benfica? Como é esse?
- É fraquinho, muito fraquinho...
(cortesia da leitora "Cachopa")

14 maio 2008

[582] Vai uma passa?

"Todos aqueles que, sistematicamente, tudo desvalorizam merecem ser tratados com igual desvalor. Se o cumprimento da lei por parte dos cidadãos, incluindo titulares de cargos públicos, é irrelevante para quê viver num Estado de Direito democrático?
Bem me lembro de um episódio protagonizado por outro socialista, Jorge Sampaio, que - num fim de semana privado - foi à Expo'98 com o filho e, para espanto de muitos, não quis ser tratado com nenhuma deferência e aguardou a sua vez na fila da bilheteira. Isto é Estadismo. Isto é cidadania.
São os cidadãos, os maus cidadãos, que têm permitido, com os comentários e as opiniões que aqui se lêem, que os políticos tenham comportamentos bem diferentes dos do ex-Presidente da República".
(Núncio, 14.05.2008, comentário deixado aqui)

11 maio 2008

[581] O virtuoso silêncio

"A maior desonestidade intelectual é achar que alguém com mais de 20 anos de exercício de cargos políticos (independentemente de subscrevermos ou não a sua forma de exercício) não tem uma ideia, um projecto, um programa…Meus caros, há pessoas que nem precisam de falar, a sua vida fala por elas e é por falarem pouco e trabalharem muito que criam um elo com os eleitores que é insuprível por qualquer imagem bonita: CONFIANÇA."
(Núncio, comentário a "Popularismo", aqui)

[580] A virtuosa autenticidade

"Por tudo isto, agradeço aqui ao realizador da entrevista da RTP que não sei quem é. Fez a melhor das propagandas, mais rara, a mais difícil de fazer, a que não se encomenda, a que não se coreografa, a que não se imita. Fez da fragilidade uma força imensa."
(Pacheco Pereira, "A face", aqui)

[579] A virtuosa paciência

"Tenho simpatia por PPC e pelo seu (novo) papel no vosso partido. É sereno, tem sido discreto, parece coerente. Se for paciente e tiver faro político (muito importante), a sua presente candidatura constituirá o anúncio prévio da chegada, em breve, da nova geração de dirigentes políticos.
Mas é preciso alguma consistência política e ideológica que, naturalmente, ainda não tem (também não a tiveram alguns que até já chegaram a primeiros-ministros!). Charme e serenidade não bastam.
Por isso, terá de resistir a este impulso, que o post deixa adivinhar, de "queimar etapas", contribuindo, ainda que involuntariamente, para denegrir e, assim, fragilizar a única candidatura que, NESTE momento, tem condições de resgatar o vosso partido do obscurantismo populista e berlusconiano."
(Núncio, comentário a "Os jornalistas são uns chatos", aqui)

[578] Amor a Portugal

Vanessa Fernandes,
pentacampeã europeia de triatlo (Lisboa, 10-5-2008)

[577] Parabéns!

Três grandes portugueses:
Vanessa Fernandes (triatlo), João Rodrigues (vela), Rui Costa (futebol).
Obrigado!

09 maio 2008

[576] Manel e Manela

Pela leitura dos comentários (remunerados ou gratuitos) que se vão fazendo à candidatura de MFL à presidência do PSD e, por inerência, a S. Bento, percebe-se o [quão] paradoxal é este país!
Apelam à [participação da]s mulheres, mas ridicularizam-nas; querem democracia, mas preferem a opinião das elites; são de Esquerda, mas votam num candidato de Direita...
Se a senhora é feia, insensível, velha e incompetente, porque andam (quase) todos tão aflitos? Com esses defeitos todos, até o Rato Mickey (como diria a Zezinha) lhe ganharia!
(Núncio, comentário deixado aqui)

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